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Deflação » Presidente do BC do Japão critica decisões do passado

Agência Estado

Publicação: 09/06/2014 08:33 Atualização:

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, alertou que a autoridade monetária encerrou o programa anterior de estímulos muito cedo para vencer a deflação. Ele sugeriu que o compromisso para ancorar a inflação era muito fraco, indicando que o banco irá continuar com o atual agressivo programa de alívio até que a inflação estável de 2% seja estabelecida.

Em discurso no 17º Congresso Mundial, Kuroda disse que duas decisões de política monetária do BoJ no passado foram prematuras. Em março de 2006 a autoridade encerrou um período de cinco anos inundando o mercado monetário com dinheiro logo depois de o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) alcançar ligeiros ganhos na comparação anual. No entanto a economia permanecia estagnada e os preços em geral caíram nos anos seguintes.

Em agosto de 2000 o BoJ anunciou o fim da política de juro zero, adotada 18 meses antes, sob sinais de alívio nas pressões desinflacionárias. No entanto, logo em seguida o estouro da bolha tecnológica nos EUA prejudicou o crescimento japonês.

"Em minha visão, esse rumo dos acontecimentos é a razão pela qual o banco não consegue ganhar total credibilidade como um lutador contra a deflação", afirmou. Para ele, com base na teoria da política monetária, faltaram dois fatores importantes para o BoJ no passado: um forte compromisso com a estabilidade de preços e a falta de uma ampla pressão negativa em toda a curva dos juros.

Ele lembrou que as diretrizes futuras anunciadas sob o programa de juro zero era de natureza qualitativa, definindo que a política continuaria até que a preocupação deflacionária fosse dissipada. Já a diretriz futura do programa de alívio quantitativo dizia que o programa continuaria até que a variação anual do CPI fosse de zero ou acima de modo estável.

"Como resultado do fraco compromisso com a estabilidade de preços, o gerenciamento de expectativas não foi suficiente e o banco não pode dissipar o sentimento deflacionário que se formou entre as entidades privadas", argumentou. O atual programa, que abriga alívio quantitativo e qualitativo, inclui o compromisso de alcançar a inflação de 2% com um horizonte de tempo de dois anos.

Kuroda também criticou a falta de habilidade de o banco central reduzir os juros para toda a curva no passado, incluindo para os juros de longo prazo. Sob o atual programa, o BoJ decidiu dobrar o balanço da base monetária.

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