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Comportamento » Onde se ganha o pão não se come a carne? Relacionamentos no mesmo ambiente de trabalho podem dar certo, desde que o casal saiba separar a vida pessoal da profissional

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 08/06/2014 07:00 Atualização: 06/06/2014 22:49

Régis Ferraz foi quem convidou a mulher Silene Gouveia para trabalhar com ele. A parceria profissional deu certo e a convivência é tranquila. Foto: Guilherme Veríssimo/Esp.DP/D.A Press
Régis Ferraz foi quem convidou a mulher Silene Gouveia para trabalhar com ele. A parceria profissional deu certo e a convivência é tranquila. Foto: Guilherme Veríssimo/Esp.DP/D.A Press
O seu parceiro amoroso pode acabar se tornando seu companheiro de negócios. Nestas situações, é importante saber separar a vida pessoal da vida empresarial. “Questões relacionadas a empresas devem ser resolvidas na empresa”, afirma o  consultor empresarial Maurício Xavier, sócio-diretor da M. Xavier & Associados.

Quem segue essa recomendação é Régis Ferraz, que divide as tarefas administrativas da Recimed com a esposa, Silene Gouveia. Eles se conheceram em 2007, quando trabalhavam em outra empresa de saúde. Ele trabalhava como terapeuta, e ela, enfermeira. “Saí da empresa para cuidar da Recimed, mas Silene continuou lá.”

A mudança aconteceu quando Silene engravidou. Por recomendação médica, ela precisou passar oito meses da gravidez em casa. Ela lembra que “ficava em casa sem fazer nada. Foi quando Régis me perguntou se eu queria tomar conta da parte administrativa da Recimed”. Por ser um trabalho que não exigia tanto esforço físico quanto o de enfermeira, ela concordou, e a parceria deu certo. “Quando saí da licença médica, pedi demissão e passei a trabalhar apenas na administração com meu marido.”

Com isso, a convivência do casal é de praticamente 24 horas. Vão trabalhar juntos e até tarefas, como buscar os filhos na escola, são feitas em conjunto. O especialista Xavier avisa que a convivência em excesso pode prejudicar o relacionamento.  “É preciso saber separar as coisas. Se não houver cuidado, tem companheiro que se torna apenas alguém com quem dividimos tarefas”, explica.

Entre as divisões que o casal precisa fazer, questões monetárias também precisam ser colocadas em pauta. “Cada um deve pagar suas contas individualmente, sem interferir nas finanças da empresas”,  avisa Xavier. De acordo com ele, mexer sem controle no dinheiro da empresa pode prejudicar o negócio. Um acordo deve ser firmado entre os dois em nome do crescimento do empreendimento.

Para Régis e Silene, a convivência na Recimed foi mais tranquila por conta da experiência que eles tinham na empresa anterior. “Quando estamos do trabalho, tentamos ao máximo não falar sobre coisas de casa. Só abrimos espaço para isso no intervalo para o almoço e no caminho de volta para casa”, conta Régis.

Já para o casal Virgínia Dantas e Juliano Oliveira, a situação é diferente. Virgínia abriu uma franquia da loja de roupas Kingster, no Shopping RioMar, em conjunto com outras dois sócios.  A loja foi inaugurada em março. Para assumir a parte jurídica, ela chamou o marido. “Trabalhamos na mesma empresa, mas em setores diferentes”, conta.

Virgínia conta que, como a empresa ainda é nova, ainda acontece de misturar a vida na empresa com a vida pessoal. “Costumamos dizer  que temos dois filhos: a Valentina, de dois anos, e a Kingster”. Ainda assim, eles costumam evitar assuntos da empresa no ambiente doméstico. “Em casa, a atenção é para Valentina.” Se por acaso surgir a necessidade de discutir assuntos de trabalho for a da empresa, o casal prefere sair para almoçar do que ter a discussão em casa.

O consultor Xavier lembra da importância de um tempo para descansar das responsabilidades empresariais. “É sempre bom o casal tirar um tempo só para eles, esquecer um pouco os problemas da empresa e se concentrar na manutenção do ambiente familiar. Se tiverem filhos, o ideal é tirar férias no mesmo período que eles para a família toda aproveitar junto.”

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