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Repercussão » Preços das Commodities são abalados com cortes de juros do BCE

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 06/06/2014 17:09 Atualização:

O preço das commodities divergiram nesta semana, com os investidores ainda digerindo os cortes das taxas de juros na zona do euro. Nesta sexta-feira, foram divulgados os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, com um crescimento nos postos de trabalho acima do esperado, de 217 mil empregos, o que alimenta as expetativas de crescimento da demanda da maior economia do mundo.

O mercado global de petróleo manteve-se estável com a melhoria na crise da Ucrânia, mas o Brent registrou uma ligeira baixa após as notícias do BCE. "O Brent teve queda para 107,70 dólares o barril devido ao nervosismo no mercado pelas condições que estimularam as decisões de corte de juros do BCE", disse Myrto Sokou, analista do Sucden. "As boas notícias se refletiram em esperanças de recuperação da demanda por petróleo na zona do euro, em meio a sinais de crescimento da economia na região."

O petróleo bruto teve queda com o recuo das tensões entre o G7 e a Rússia em relação à crise na Ucrânia, em consequência das abundantes reservas globais, afirmaram os analistas. Os investidores temem que um conflito na ex-república da União Soviética, por onde passa um quinto das importações russas de gás para a Europa, resultem na interrupção do abastecimento, levando a uma alta de preços.

"As perdas (nos preços de Brent) desta semana são atribuídas à estabilização da crise na Ucrânia e à abundância dos estoques", explicou Dorien Lucas, analista do Inenco. "O conforto no abastecimento vem de várias fontes; aumento das exportações em Angola e no sul do Iraque foram superadas o agravamento das tensões com a Líbia". Entretanto, no futuro, os temores de abastecimento da Líbia podem piorar."

Na próxima semana, os membros da Opec se reunirão em Viena. Espera-se que a organização mantenha o teto de produção em 30 milhões de barris por dia, enquanto as tensões de abastecimento mantêm os preços elevados.

Na sexta-feira, em Londres, o Brent do Mar do Norte para entrega em julho chegou a 108,77 dólares o barril, em comparação aos 109,39 dólares da semana anterior.

No New York Mercantile Exchange, o "light sweet crude" para julho foi cotado a 102,73 dólares o  barril, comparado aos 102,72 dólares da última semana.

Ouro perde o fôlego

Metais precisosos - A cotação do ouro avançou com as notícias do BCE, mas perdeu o fôlego no final da semana. O ouro se recuperou significativamente depois que o BCE anunciou suas medidas de estímulo em meio aos riscos de deflação e ao baixo crescimento econômico da zona do euro", avaliou Fawad Razaqzada, analista da Forex.com.

Ele acrescentou: "O ouro tem sofrido queda desde meados de março, em parte por causa das preocupações relativas à inflação." Tradicionalmente, o ouro é visto como um meio de pagamento mais seguro em tempos de alta inflação.  

Enquanto isso, o paládio bateu mais um recorde em quatro anos, graças à greve na África do Sul. O metal chegou aos 845,60 dólares a onça na quarta-feira, maior valor desde agosto de 2011. Na sexta-feira no London Bullion Market, o preço do ouro avançou para 1.247,50 dólares a onça, em comparação aos 1.250,50 dólares da semana anterior.

A prata teve alta, passando de 19,00 dólares para 19,03 dólares a onça nesta semana. Já a platina caiu para 1.453 dólares a onça em comparação aos 1.464 dólares na semana passada. O paládio subiu para 840 dólares a onça em relação aos 836 dólares da semana passada.

Metais industriais - Grande parte dos metais industriais caíram pelos temores de retração da demanda chinesa. O preço do cobre é pressionado com os sinais de excedentes e dúvidas sobre a demanda na China", disse o analista da consultoria Triland Metals. Os mercados também avaliam os dados divergentes da indústria global.

O índice composto de atividade industrial da eurozona caiu pelo sexto mês seguido, para 52,2, de acordo com o Markit Economics. Mas há evidências de sólida atividade na China, cujo índice oficial chegou a 50,8 em maio, em cinco meses de alta. Uma pontuação acima dos 50 pontos indica expansão.

Na sexta-feira, no London Metal Exchange, o cobre para entrega em três meses caiu para 6.674 dólares a tonelada de 6.867,75 dólares na semana anterior.

O alumínio com igual entrega chegou a 1.851 dólares a tonelada; o chumbo caiu para 2.075 dólares a tonelada; o estanho recuou para 23.020 dólares a tonelada; o níquel caiu para 18.624 dólares a tonelada; e o zinco subiu para 2.075,50 dólares a tonelada.

Cacau bate recorde de 3 anos

Cacau - Os preços do caca tiveram a maior alta em três anos com a especulação dos preços da  commodity usada na produção de chocolate. O cacau atingiu 1.965 libras por tonelada em Londres, maior cotação desde julho de 2011. Também chegou aos 3.104 dólares a tonelada em Nova York  -- nível visto a última vez em agosto de 2011.

"Mais especuladores se direcionam a este mercado", afirma Sterling Smith, analista do Citi. Ele acrescenta que as condições climáticas favoráveis em importantes países produtores devem puxar os preços para baixo no longo prazo.  

"O clima continua muito favorável para o cultivo", diz. Quando estes estoques forem para o mercado, devemos ver a estabilização dos preços, com alguma queda."

Na sexta-feira no LIFFE, mercado de futuros de Londres, o cacau para entrega em julho avançou para 1.959 libras a tonelada, em comparação às 1.951 libras na semana passada. No ICE Futures US exchange, o cacau para julho subiu para 3.097 dólares a tonelada, em relação aos 3.079 dólares da semana anterior.

Café - O mercado de café continua com baixas por causa da oferta global abundante. No ICE Futures US, o Arabica para entrega em julho caiu para 170,10 centavos de dólar o quilo, de 177,85 centavos na semana anterior. No LIFFE, o Robusta para julho recuou para 1.899 dólares a tonelada.

Açúcar - Mercado fraco. Na sexta-feira, o preço do açúcar refinado no LIFFE para entrega em agosto diminuiu para 460,50 dólares em comparação com os 468,90 dólares da semana passada. No ICE Futures US, o preço do açúcar sem refino para julho caiu para 16,90 centavos de dólar o quilo, em relação aos 17,27 centavos da última sexta-feira.

Borracha - Os preços na Malásia apresentam perdas, com o ringgit (moeda local) fraco em relação dólar. O mercado de borracha da Malásia, o índice SMR20 caiu para 166,60 centavos de dólar por quilo, em comparação com os 169,40 centavos da semana passada.

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