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Tentando reagir » Concessionárias oferecem cada vez mais facilidades para a venda de veículos

Correio Braziliense

Publicação: 06/06/2014 08:57 Atualização:

Diante das vendas em baixa e das restrições dos bancos para aprovar financiamentos, as revendedoras de veículos têm oferecido aos clientes a possibilidade de parcelar o valor de entrada em até 10 vezes no cartão de crédito. Com essa medida, querem tornar mais atrativas as condições de compra, reduzindo o número de prestações. Apesar do incentivo, os consumidores que procuram um zero-quilômetro estão cautelosos na hora de fechar negócio, já que, pelo menos durante um certo tempo, teriam que pagar, simultaneamente, a fatura do cartão e as parcelas do financiamento. E os especialistas alertam: o que parece ser uma solução pode se tornar uma dor de cabeça.

A estratégia das concessionárias para tentar recuperar o ritmo de vendas ocorre no momento em que os fabricantes de veículos, que estão com os estoques abarrotados, anunciam férias coletivas e programas de demissão voluntária. O gerente regional de Financiamentos do Grupo Saga, Murilo Jorge Sahium, explicou que a alta da inadimplência nos financiamentos levou os bancos a reduzir a oferta de crédito. Com a restrição, o indicador de calotes medido pelo Banco Central caiu de 6,4% em dezembro de 2012 para 5,0% em abril passado. No entanto, as vendas despencaram.

Sahium detalhou que, de cada 10 propostas de parcelamento em até 60 vezes, apenas uma é aprovada. “Estamos incentivando os clientes a dar uma entrada maior, dividindo esse valor inicial no cartão de crédito em até 10 parcelas, para diminuir o prazo e os juros do contrato”, explicou.

O gerente comercial do Grupo Brasal, Mário Celso de Araújo, afirmou que a aprovação de propostas de financiamento nas concessionárias que administra diminuiu 35% no último ano. Ele comentou que as compras sem entrada, com parcelamento em até 60 meses, acabaram. Agora, o consumidor precisa pagar de imediato pelo menos 20% do valor do veículo para fechar negócio. “Os grandes bancos estão restritivos”, afirmou.

Cautela

O servidor público Juarez Magalhães, 49 anos, quer presentear os três filhos com um carro e decidiu dar uma entrada de pelo menos 50% para fugir dos juros. Magalhães começou a estudar os preços em fevereiro, mas o modelo que escolheu não é comercializado com isenção de taxas, mesmo com uma parcela inicial de metade do preço. “Vou fazer um empréstimo consignado e pagar à vista para não ficar preso a um número grande de prestações”, avaliou.

A também servidora Jane Queiroz, 49 anos, aderiu ao parcelamento no cartão na hora de pagar a entrada. O carro custou R$ 46,9 mil. Ela colocou o automóvel antigo no negócio por R$ 19 mil, pagou R$ 4.140 em dinheiro e outros R$ 5 mil parcelados em 4 vezes. “Com essa entrada de 60%, consegui taxa zero de financiamento. Só assim para comprar um carro, porque os prazos estão curtos”, comentou.

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