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Banco Central » Copom prevê atividade econômica menos intensa em 2014

Agência Estado

Publicação: 05/06/2014 10:32 Atualização:

Pela primeira vez o Banco Central admitiu que o ritmo de expansão da atividade econômica no Brasil tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013. A avaliação consta da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira (5) e contrasta com o cenário traçado anteriormente de que a expansão da atividade econômica tendia a se manter relativamente estável este ano.

O BC avalia agora que o consumo tende a crescer em ritmo mais moderado do que o observado em anos recentes e os investimentos tendem a ganhar impulso. Na ata anterior, a avaliação era de que o consumo tendia a continuar em crescimento, porém em ritmo mais moderado e os investimentos "ganhariam impulso". A mudança na avaliação do BC sinaliza uma preocupação com o impacto da política monetária no ritmo de crescimento econômico do país.

Segundo a ata da última reunião, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. A ata dá mais ênfase nessa avaliação ao incluir a palavra "importante". O BC também avaliou, na ata divulgada hoje que as taxas de expansão da absorção interna têm sido maiores do que as do PIB, mas que tendem a se aproximar.

A avaliação é um pouco diferente da que constava na ata anterior de abril, quando o BC avaliava que a absorção interna se aproximava da taxa de expansão do PIB. O BC retirou também avaliação anterior de que expansão da absorção interna tenderia a ser beneficiada, entre outros fatores, pelos efeitos de ações de política fiscal, pela expansão moderada da oferta de crédito (especialmente de crédito de consumo), pelo programa de concessão de serviços públicos e de permissão de exploração de petróleo.

Para o BC, o cenário de maior crescimento global, combinado com a depreciação do real, milita no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. Pelo lado da oferta, o Comitê avalia que, em prazos mais longos, emergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária. E o setor de serviços tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes.

"É plausível afirmar que esses desenvolvimentos - somados a avanços em qualificação da mão de obra e ao programa de concessão de serviços públicos - traduzir-se-ão numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade", diz o BC. O Copom ressaltou, porém, que a velocidade de materialização depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias.

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