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Campanha salarial » Técnicos do Banco Central decretam estado de greve

Correio Braziliense

Publicação: 29/05/2014 08:48 Atualização:

Os técnicos do Banco Central declararam estado de greve e podem decidir pela paralisação após a Copa. O presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos do BC, José Willekens Brasil, afirmou que “o movimento não é oportunista e vai respeitar esse período”. A decisão foi aprovada em assembleia realizada, ontem, na entrada do edifício sede da instituição, em Brasília, depois de uma reunião no Ministério do Planejamento.

Os técnicos reclamam do não cumprimento do acordo de modernização da carreira feito na negociação salarial de 2012. Ontem, cerca de 500 funcionários em todo o país cruzaram os braços por 24 horas, em uma greve de advertência. Os únicos lugares onde não houve 100% de adesão foram São Paulo e Rio de Janeiro.

O ato prejudicou principalmente os trabalhos do meio circulante, da segurança e do atendimento ao público — serviço em que se acatam denúncias contra os bancos. Segundo o diretor do sindicato, Carlos Alberto Morais, o salário dos técnicos corresponde a 38% do dos analistas. Eles querem que essa diferença seja reduzida para 50%. Um técnico em início de carreira ganha R$ 5,3 mil contra R$ 13 mil de um analista também em início de carreira.

Os 12 mil auditores da Receita Federal também podem decidir pela greve na próxima semana. Segundo informações do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a categoria está mobilizada, mas ainda em negociações com o Ministério da Fazenda. Eles também querem ver atendidas demandas do acordo de 2012. Uma assembleia será realizada amanhã para decidir sobre a greve em 10 de junho. A dois dias da Copa, poderão ser suspensas todas as fiscalizações, retardados os despachos aduaneiros, ojulgamento de processos, além do trabalho de malha fina.

No quarto dia de greve do IBGE, os trabalhadores se preparam em todo o país para as atividades de 29 de maio, Dia do IBGE. Em alguns estados, haverá manifestações e abraços aos prédios das unidades estaduais. Segundo os cálculos do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (AssIBGE-SN), 70% dos 5 mil empregados efetivos estão parados. O sindicato pleiteia reajuste, com equiparação salarial aos funcionários de outros órgãos e autarquias como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central; melhoria das condições de trabalho e da infraestrutura do instituto; e recomposição do quadro de funcionários.

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