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Agronegócio » Na contramão do PIB, setor de agronegócio promete expansão de 4%

Correio Braziliense

Publicação: 29/05/2014 08:37 Atualização:

Na contramão da expectativa de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a geração de riquezas pelo agronegócio deve continuar em expansão. Tanto no mercado quanto entre produtores e industriais, a estimativa é de que a atividade econômica do campo cresça pelo menos 4%. Para os especialistas, nem as oscilações climáticas que afetaram as lavouras durante a safra, com excesso de chuvas ou estiagem, emperrarão o resultado positivo. Entretanto, nem os mais otimistas acreditam que o índice geral da economia será superior a 0,5%.

Na avaliação do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias, o setor continuará a crescer acima da média nacional porque os preços de commodities, como a soja e o milho, continuam elevados. “Entre 2011 e 2014, nossa carteira de crédito para o campo passou de R$ 75 bilhões para R$ 150 bilhões. Temos uma taxa de inadimplência de 0,8%. Queremos aumentar ainda mais a participação nesse mercado”, detalhou.

Dias estima que o PIB do campo em 2014 será pelo menos dois pontos percentuais maior do que a média nacional. Ele comentou que, apesar da estiagem e do excesso de chuvas que restringiram a produção de 5 milhões de toneladas de grãos em todo o país, os resultados da safrinha compensaram parte das perdas. “De tudo o que foi exportado nos primeiros três meses do ano, 40% saíram do campo. Essa geração de riquezas mostra que o PIB no primeiro trimestre será positivo”, disse o executivo do Banco do Brasil, sem fazer uma previsão sobre o resultado do indicador.

Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, os produtores brasileiros estão confiantes de que o PIB do setor continuará em expansão. Além dos preços das commodities em alta, ele projetou que os investimentos em tecnologia para plantio, colheita e correção de solo farão a produtividade das lavouras aumentar. “Temos 2,25 milhões de hectares em produção no Oeste Baiano e outros 3,5 milhões para serem incorporados respeitando o código florestal vigente. Sem falar no restante do país”, explicou.

O economista do Itaú Rodrigo Miyamoto estimou que a produção agropecuária avançará 4,2% após estabilidade no quarto trimestre de 2013. Entre as culturas com peso relevante de janeiro a março, ele destacou a alta de 4% na safra de soja e de 7,7% na de arroz. Por outro lado, projetou crescimento de 0,3% do PIB no primeiro trimestre, influenciado pela fraca atividade da economia brasileira.

Continuidade

Em meio ao debate econômico que ocorreu na 10ª edição da Bahia Farm Show, o 1° vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária Brasil (CNA), João Martins, cobrou do governo a elaboração de um planejamento estratégico de médio e longo prazos para o setor. Na opinião dele, que assumirá a chefia da CNA a partir de 4 de junho, o Executivo também peca por não definir qual ministério será responsável pelas políticas para o campo. “Hoje, essa função é dividida entre (as pastas da) Agricultura e (do) Desenvolvimento Agrário. O ministro também muda sempre, e as facções políticas não dão continuidade aos projetos”, reclamou.

O secretário de Política Agrícola, Seneri Paludo, saiu em defesa da pasta e comentou que o ministro, Neri Geller, tem adotado uma postura de interlocução direta com o setor e com o Palácio do Planalto para atender as demandas do setor. Além disso, ele ressaltou que a gestão atual está empenhada em aperfeiçoar os processos de registro de defensivos agrícolas, reduzir custos cartorários para os produtores e sugerir medidas pontuais para aperfeiçoar processos logísticos em portos e rodovias.

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