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Luz » Novo socorro para distribuidoras de energia não está previsto, diz Tolmasquim

Agência O Globo

Publicação: 28/05/2014 17:21 Atualização:

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quarta-feira (28) que não há previsão de um novo empréstimo da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) para socorrer as distribuidoras. Segundo ele, o principal problema das empresas - a chamada exposição involuntária - foi resolvido no último leilão, realizado em caráter emergencial em 30 de abril último.

A CCEE anunciou um empréstimo de R$ 11,2 bilhões, liberado por intermédio de dez bancos, para cobrir os gastos das concessionárias com a compra de energia no mercado de curto prazo (spot) e a geração de energia mais cara feita pelas termelétricas. Para junho, a informação é que as empresas só podem contar com R$ 2,27 bilhões do total anunciado.

"O que estava pensado para as distribuidoras era justamente a exposição no mercado de curto prazo. O leilão resolveu o problema. Vamos acompanhar, para ver se há algum resíduo. O custo com combustível das térmicas era um problema menor", afirmou Tolmasquim após participar, no Palácio do Planalto, de solenidade em que a presidente Dilma Rousseff anunciou o aumento de 5% para 6% da mistura de biodiesel ao diesel.

Ele destacou que as distribuidoras têm datas de reajuste diferentes, fator que determina a situação de cada uma delas. Algumas tiveram as tarifas reajustadas após o leilão, quando os índice de correção foram maiores para cobrir os gastos com a compra de energia das térmicas.

"As distribuidoras têm datas de aniversário diferentes. No reajuste, foi previsto um valor mais alto para cobrir as térmicas. Outras (distribuidoras) ainda não tiveram (o reajuste), explicou o presidente da Epe.

Lembrado pelos jornalistas que as geradoras alegam perdas com a compra de energia no mercado de curto prazo para cobrirem os contratos, ele disse que não existe, ainda, uma uma estimativa oficial sobre a exposição dessas empresas. Extraoficialmente estima-se, no setor privado, que o prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões.

"Tem um período seco e, nesse período seco, o gerador tem de deixar um hedge. isso justamente para esses momentos", explicou Tolmasquim. Ele destacou que sempre funcionou assim dentro do mecanismo de compartilhamento do risco hidrológico. A exposição decorrente da redução da energia gerada pelas hidrelétricas do MRE não afeta a todos os geradores. Parte deles com energia disponível tem lucrado com a alta do preço no mercado de curto prazo.

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