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Modelos » Nova família do real atrasa para a Copa Corte no orçamento impediu substituição total de cédulas antigas pelas novas notas. Os turistas que vierem ao Brasil para assistir à Copa têm, portanto, grande possibilidade de sair do país sem conhecer o novo modelo

Agência Estado

Publicação: 25/05/2014 11:50 Atualização:

Como foram lançadas por último, as notas novinhas de R$ 2 e R$ 5 são as mais difíceis de se encontrar - Foto: Divulgação/Central (Divulgação/Central)
Como foram lançadas por último, as notas novinhas de R$ 2 e R$ 5 são as mais difíceis de se encontrar - Foto: Divulgação/Central

Como foram lançadas por último, as notas novinhas de R$ 2 e R$ 5 são as mais difíceis de se encontrar
Corte no orçamento do Banco Central e atrasos nos lançamentos impediram a substituição total de cédulas antigas pelas novas notas da segunda família do real. Os turistas que vierem ao Brasil para assistir à Copa do Mundo têm, portanto, grande possibilidade de sair do país sem conhecer o novo modelo da moeda brasileira, principalmente as notas de menor valor.

A ideia inicial do governo era trocar todas as cédulas pelas novas, com tamanho diferente dependendo do valor, antes do Mundial. Seria uma forma de mostrar aos estrangeiros que, duas décadas depois de criado, o real se consolidou como uma "moeda forte". Também se evitaria confusão para os turistas de adaptação a dois modelos distintos de notas do mesmo valor. A expectativa, porém, é que quase 100% das cédulas da antiga família só sejam substituídas antes da Olimpíada de 2016.

Como foram lançadas por último, as notas novinhas de R$ 2 e R$ 5 são as mais difíceis de se encontrar. Hoje, a chance de pegar uma cédula da segunda família do real de R$ 2 é de três em dez vezes e a de R$ 5 deve ser recebida em quatro de dez tentativas. Os dados são do Departamento de Meio Circulante do BC e computam todo o dinheiro em circulação no País: no bolso das pessoas, nos caixas dos comerciantes e nos cofres dos bancos, por exemplo.

No lançamento dessas novas cédulas, no fim de julho de 2013, o diretor de Administração do BC, Altamir Lopes, admitiu que o corte de R$ 600 milhões do valor para fabricação de dinheiro em 2013 poderia interferir na substituição das notas antigas e a solução seria deixar as cédulas do modelo anterior circulando por mais tempo.

"Isso não trará evidentemente falta de dinheiro. O que pode ocorrer é um pouco mais de atraso no recolhimento do dinheiro antigo, do dinheiro em condições um pouco piores. Mas, sem dúvidas, sem perda de segurança", argumentou.

Copa. O projeto para a mudança das cédulas do real começou em 2003 numa parceria entre BC e Casa da Moeda, responsável pela impressão do dinheiro. No início de 2010, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da segunda família do real, o então diretor de Administração, Anthero Meirelles, informou que a previsão para o lançamento das novas notas de R$ 2 e R$ 5 era no primeiro semestre de 2012, o que daria condições para que as cédulas fossem totalmente trocadas até a Copa do Mundo, levando-se em conta que a vida útil de cada uma dessas notas de menor valor é de 14 meses.

No entanto, o lançamento só ocorreu um ano depois, no início do segundo semestre de 2013. Agora, o BC espera que todas as notas de menor valor sejam trocadas até meados do ano que vem. Lopes informou que o BC mandou imprimir 75 milhões de cada denominação, o que atenderia às necessidades a princípio. Segundo o BC, circulam atualmente 32 milhões de cédulas novas de R$ 2 e 21,5 milhões de notas de R$ 5. Para aumentar a vida útil dessas cédulas de baixo valor, a Casa da Moeda passa uma camada de verniz nos dois lados da nota para diminuir a absorção de sujeira.

O governo esperava que as cédulas de R$ 100 e R$ 50, lançadas em 2010, fossem trocadas até o fim do ano passado. De acordo com o BC, 82,6% das notas de R$ 100 e 76,8% das de R$ 50 que circulam no País são da segunda família. Já as notas novas de R$ 10 e R$ 20, que deveriam ter sido lançadas no primeiro semestre de 2011 mas só começaram a circular em julho de 2012, respondem por quase 70% (no caso das de R$ 10) e 60% (nas de R$ 20) do dinheiro em circulação.

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