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Ações » Bolsa fecha em queda e encerra a semana com perdas de 2,5%

Agência O Globo

Publicação: 23/05/2014 19:17 Atualização:

Em um dia de baixo volume de negócios, os bancos empurraram o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, para baixo. O índice fechou em queda de 0,34%, aos 52.626 pontos, com giro financeiro de R$ 5 bilhões, abaixo do registrado em pregões anteriores. Na semana, o recuo acumulado é de 2,5%. Mas enquanto na Bolsa brasileira o dia foi de queda, nos Estados Unidos foi de alta, com o S&P 500 batendo seu recorde histórico de fechamento, chegando aos 1.900 pontos.

A partir da tarde desta sexta-feira, as ações dos bancos que fazem parte do Ibovespa aceleraram a queda e contribuíram para o resultado final do pregão. O Banco do Brasil fechou em queda de 1,57% e as preferenciais do Itaú e Bradesco caíram, respectivamente, 1,51% e 1,61%. Na quarta-feira, essas instituições financeiras já tinham caído forte após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu uma decisão desfavorável aos bancos em uma ação sobre os prazos para a incidência da cobrança dos juros de mora na caderneta de poupança.

Além disso, é um dia de baixo volume com menor atuação dos investidores estrangeiros. Com feriado nos Estados Unidos e Inglaterra na próxima segunda-feira, a opção desse grupo foi por não ficar exposto, reduzindo o volume de negócios. O mesmo deve ocorrer na segunda-feira. O volume dos negócios estimado para esta sexta-feira é de menos de R$ 5 bilhões, abaixo do volume negociado nos pregões anteriores.

"A sessão de hoje (sexta-feira) foi muito fraca. Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para os indicadores econômicos, em especial a decisão do Copom, que sai na quarta-feira", diz Raphael Figueredo, analista da clear Corretora, lembrando que as notícias sobre a disputa eleitoral também devem pesar.

Nas últimas semanas, tem sido maior a participação de estrangeiros, ajudando a sustentar a Bolsa ou, no mínimo, a limitar os movimentos de queda. São os estrangeiros que têm sido responsáveis por boa parte do giro financeiro nos pregões. Segundo a BM&FBovespa, até o dia 21 de maio, o saldo de investimento estrangeiro estava positivo em R$ 4,688 bilhões, acima do realizado em todo mês de abril, quando o saldo entre entradas e saídas ficou positivo em R$ 1,937 bilhão.

"Devido aos feriados na segunda-feira, a liquidez hoje e no próximo pregão será menor", reforça o gestor de ativos da Tag Investimentos, André Leite.

Além da menor liquidez, também não há notícias que contribuam para que o Ibovespa firme alguma tendência.

Se os bancos caem, Petrobras e Vale fecharam em alta. Os papéis preferenciais (sem direito a voto) da petrolífera avançam 0,39% e os ordinários (com direito a voto), 0,24%. Já os papeis sem direito a voto da mineradora avançam 0,37%. Os com direito a voto operam praticamente estáveis, com queda de 0,23%.

Os investidores também aproveitaram o dia para repercutir os dados da economia internacional, que também deram sinais opostos. Nos Estados Unidos, foi divulgado o dado sobre a venda de novas moradias, com alta de 6,5%, acima do esperado. Já na Alemanha, principal economia da Europa, o índice de confiança ficou abaixo do esperado por analistas.

Os dados sobre vendas de moradia contribuíram para que o S&P, um dos índices americanos, fechasse em alta de 0,42%, chegando aos 1.900 pontos, o maior já registrado no fechamento. O Dow Jones subiu 0,38% e o Nasdaq, 0,76%.

O dólar comercial fechou com mais uma alta, cotado a R$ 2,2220 na compra e a R$ 2,2240 na venda, valorização de 0,36% em relação ao real. Na semana, a moeda americana acumula valorização de 0,50%.

A expectativa de investidores e analistas é que o Banco Central deixe de fornecer diariamente as operações de contratos de swap cambial que, na prática, funcionam como uma venda de moeda. Na quinta-feira, o dólar já apresentou uma valorização após o presidente do BC, Alexandre Tombini, comentar sobre a diminuição da demanda por esses contratos - um dos principais instrumentos de intervenção no mercado de câmbio utilizado pela autoridade monetária.

O BC divulgou que as contas externas do país, que mostram o balanço das relações do Brasil com o exterior, apresentaram um deficit de US$ 33,476 bilhões no período de janeiro a abril de 2014.

Para Leite, da Tag Investimentos, o principal catalizador para movimentos de alta ou baixa no dólar é a aversão ao risco. Sem notícias que façam mudar essa percepção, os movimentos na cotação da moeda americana tendem a ser mais limitados.

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