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Turismo ameaçado » Greve pode fechar museus na Copa

Correio Braziliense

Publicação: 21/05/2014 09:53 Atualização:

Mais servidores do Poder Executivo estão engrossando a onda de greves voltadas para o período da Copa do Mundo, visando pressionar o governo por meio de problemas aos turistas. De um lado, há funcionários de órgãos federais que já cruzaram os braços e reivindicam melhores salários, equiparados com os reajustes da inflação. De outro, há resistência do governo em aprovar qualquer tipo de negociação porque pode comprometer o Orçamento deste ano. Entretanto, a Secretaria de Relações do Trabalho no Serviço Público (SRT) do Ministério do Planejamento disse ao Correio que a mesa de negociação está aberta para discussão, mas isso não significa que o órgão atenderá todos os pedidos.

Funcionários do Ministério da Cultura estão de braços cruzados desde 12 de maio, o que ocasionou a suspensão dos serviços nos principais museus espalhados pelo país — como o Belas Artes e Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e o da Inconfidência, em Ouro Preto (MG). Ontem foi a vez de os trabalhadores lotados na sede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Brasília, responsáveis pela administração dos museus, aderirem à paralisação dos serviços, com objetivo de dar mais força às mobilizações. Eles alegam ter a pior tabela salarial entre os servidores do Executivo federal e que os últimos aumentos não repuseram os índices inflacionários.

Os funcionários afirmam também que o governo não cumpre acordos firmados anteriormente, como a racionalização de cargos e a implementação de gratificação por titulação e qualificação. Ibram Michel Correia, responsável pelo comando nacional de greve dos funcionários do órgão, disse que 70% dos 2,6 mil funcionários que atuam nos museus em todo o país pararam de trabalhar. “Se não houver acordo, pretendemos continuar a greve, 30 museus ficarão de portas fechadas durante o Mundial”, avisou.

Os museus administrados pelo Ibram receberam mais de 1,2 milhão de visitantes no ano passado. “A expectativa para esse ano é ultrapassar esse número, caso o governo atenda nossas solicitações”, ressaltou Correia. O Ministério do Planejamento, por sua vez, disse que está disposto a conversar com os funcionários da Cultura, mas que não tem previsão de quando vai recebê-los. O Ministério da Cultura (MinC) informou, em nota, que já se reuniu três vezes com líderes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e que “aguarda pontos específicos para fazer uma análise e dar continuidade as negociações” com o Ministério do Planejamento.

Os policiais civis de 11 estados prometem paralisar as atividades hoje. Em Brasília, está marcada passeata em direção ao Ministério da Justiça e à Praça dos Três Poderes. Os policiais reivindicam reformulação na política de segurança pública, além da questão salarial.

IBGE

Os funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiram, no último domingo, paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira. Na próxima sexta-feira, haverá um novo encontro entre os responsáveis pela mobilização para organizar o movimento. Os empregados reivindicam a saída da atual presidente, Wasmália Bivar, a realização de concursos públicos para preenchimento de mais de quatro mil vagas em aberto e uma valorização salarial.

O economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), está preocupado com a ameaça de greve no IBGE. “Não sabemos se isso poderá prejudicar a divulgação do PIB no fim do mês. É possível que ela seja adiada”, destacou ele, lembrando que o mercado aguarda esses dados para revisar projeções. O Ministério do Planejamento disse estar cumprindo acordo de reajuste salarial firmado em 2012 e explicou que o pagamento do reajuste acertado (15,8 %) foi divido em três, sendo concluído em 2015. Apenas os policiais federais não receberão o benefício, pois se recusaram a assinar o acordo.

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