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Desaceleração » Moody's emite alerta sobre setor imobiliário da China

Agência Estado

Publicação: 21/05/2014 09:27 Atualização:

A Moody's alterou a perspectiva para o setor imobiliário da China para negativa, projetando uma "significativa desaceleração" na venda de imóveis residenciais, elevados estoques e aperto na liquidez durante um período de um ano. A perspectiva para o setor era estável desde novembro de 2012.

A expectativa da agência de classificação de risco é de um crescimento de até 5% no crescimento das vendas, informou Franco Leung, analista e vice-presidente assistente da Moody's. Em 2013 as vendas contratadas na China subiram 26,6%.

Esse crescimento mais fraco nas vendas é influenciado pelas condições de liquidez mais apertadas na China, assim como pelo aumento nos custos das hipotecas e pela expectativa de queda nos preços dos imóveis e de desaceleração no Produto Interno Bruto (PIB).

Os estoques nas principais cidades chinesas acompanhadas pela Moody's era de cerca de 14 meses no fim de abril, aproximando-se dos 16 meses observados em fevereiro de 2012. "Esses elevados níveis de estoques enfraquecerão o poder de precificação das incorporadoras e pressionarão o capital de giro e as margens de lucro durante o período projetado", escreveu a Moody's, em comunicado. A agência também espera que a liquidez das companhias piore.

A Moody's lembrou que os bancos estão demorando mais para aprovar a distribuição hipotecas nos últimos meses. Com gastos de construção, pagamentos por terrenos e vencimento de bônus no exterior, as companhias com uma qualidade de crédito relativamente fraca estarão mais vulneráveis e os riscos de refinanciamento irão aumentar, alertou a Moody's.

Ainda assim, medidas recentes do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) sugerem que há medidas disponíveis para apoiar a indústria.

Já as empresas acompanhadas pela Moody's, que possuem operações muito mais amplas, controle financeiro prudente e boa liquidez quando comparadas ao restante do setor, estarão melhor posicionadas para suportar as condições desafiadoras, disse a agência. A qualidade de crédito da maioria delas deve permanecer estável.

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