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Fiscalização » Vigilância Sanitária e Procon-PE interditam por quatro dias supermercado Bompreço em Boa Viagem

Augusto Freitas

Publicação: 20/05/2014 09:55 Atualização: 20/05/2014 12:08

Interdição do Bompreço próximo à pracinha de Boa Viagem ocorreu logo no início da manhã (WhatsApp/Divulgação)
Interdição do Bompreço próximo à pracinha de Boa Viagem ocorreu logo no início da manhã
Em apenas dois dias, duas interdições. Na manhã desta terça-feira (20), mais um supermercado bastante movimentado do Recife foi interditado por irregularidades sanitárias. Desta vez, o Bompreço da Avenida Conselheiro Aguiar, localizado próximo à pracinha de Boa Viagem, teve as atividades suspensas por quatro dias após a operação de fiscalização constatar falhas no estabelecimento que causam riscos à saúde dos consumidores.

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Ontem (19) à noite, os fiscais da Vigilância Sanitária do Recife e do Procon-PE haviam interditado por tempo indeterminado o quarto supermercado da rede varejista Extrabom, desta vez em Beberibe, Zona Norte do Recife. Segundo a Vigilância Sanitária, no local a operação flagrou carnes em temperaturas inadequadas, alimentos em contato com o lixo e água sem cloro entre as principais irregularidades encontradas.

Na operação de hoje, de acordo com a Vigilância Sanitária do Recife, entre os problemas detectados no Bompreço estavam alimentos vencidos e impróprios para o consumo, produtos sem identificação e prazo de validade para o consumo, vestígios de fezes de roedores (ratos) e insetos em alguns locais e um compactador de lixo que estava colocado em uma área destinada a apenas a alimentos, o que proibido pelas normas sanitárias. A rede Walmart, que controla a bandeira Bompreço, se pronunciou a respeito da interdição e por meio de um comunicado enviado através da assessoria de comunicação afirmou que "o Bompreço Conselheiro Aguiar já está tomando as medidas necessárias para que a loja seja reaberta o mais breve possível". 

Adeilza Ferraz, gerente de fiscalização da Vigilância Sanitária do Recife, informou que o Bompreço ficará interditado até que as exigências sanitárias sejam cumpridas. “As operações de fiscalização nos supermercados vêm constatando que eles estão cometendo crime contra a saúde pública, diante de várias falhas, como a presença de fezes de ratos em vários e comercializar produtos impróprios para o consumo”, explicou. Segundo os órgãos envolvidos na operação, o Bompreço está sujeito a multas de até R$ 2 milhões por conta dos erros. A Vigilância não informou a quantidade de produtos apreendidos.

Depois do Bompreço, a fiscalização visitou a rede RM Express, na Rua Sá e Souza, em Setúbal. Na vistoria, a padaria e o açougue foram interditados preventivamente por quatro dias já que o estabelecimento não possuia autorização da Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro-PE) para operar as áreas e fracionar carnes e queijos, que devem ficar interditadas por quatro dias.

O Grupo RM divulgou um pronunciamento sobre a fiscalização na unidade de Setúbal. Segundo a direção da rede, a unidade estava passando por reforma e já tinha em seu projeto a climatização das áreas interditadas (padaria e açougue). Em nota, o grupo informou que “a loja da RM Express em Boa Viagem, notificada pela vigilância sanitária na manha de hoje, já esta em processo de adequação” e que “os produtos industrializados ainda poderão ser vendidos, apenas os manipulados na loja ficarão suspensos”. A rede esclareceu que as demais áreas da unidade funcionarão normalmente.

Extrabom

No caso do Extrabom de Beberibe, a fiscalização de ontem apreendeu 191,229 quilos de carne (bovina e de frango) impróprias para o consumo, por não estarem em temperatura ideal e apresentarem alteração na cor (esverdeada) e no cheiro. Do total de carne confiscada, 27,184 quilos apresentaram características de cor e odor alteradas e 164,045 quilos estavam em temperaturas inadequadas. O estabelecimento vai permanecer fechado até que todas as exigências sanitárias sejam cumpridas.

“Encontramos carnes de frango mantidos numa temperatura de 17°, quando o normal é estar entre 0° e 4°. As condições de higiene no local são precárias e identificamos que a entrada dos produtos na loja era feita pela área de acondicionamento e descarte do lixo, onde também estavam armazenadas as verduras”, disse a assistente de Vigilância do Distrito Sanitário 2, Iara Duarte.

Outro problema encontrado pelos inspetores foi na água utilizada no Extrabom. “Eles utilizam água de poço, mas estava sem cloro algum”, disse Iara. “Fazemos a coleta da água e colocamos um reagente (colorímero). Se ficar rosa, é porque existe a presença de cloro, aí nós fazemos a medição. O ideal é que fique entre 0,2 e 2”, explicou.

Os órgãos informaram que o Extrabom responderá um processo administrativo e está sujeito a multas que variam de R$ 40 a R$ 400 mil. Em março, a unidade de Casa Amarela havia sido interditada pela Vigilância por problemas semelhantes. Já em maio, as lojas de Boa Viagem e Água Fria também foram fechadas. A direção da rede não se pronunciou sobre a interdição.

Balanço

O último estabelecimento interditado durante a operação de fiscalização realizada no Grande Recife havia sido o supermercado Superbom, localizado em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, na última sexta-feira (16). Com as interdições de ontem e de hoje, subiu para 22 o número de supermercados interditados totalmente ou parcialmente pelos órgãos de fiscalização entre os meses de março e maio.

As operações contam com o apoio do Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE), Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro-PE) e representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Delegacia do Consumidor.

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