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Prejuízo » Comerciantes farão saldões para vender produtos devolvidos por saqueadores

Juliana Cavalcanti

Publicação: 19/05/2014 19:40 Atualização: 20/05/2014 08:36

Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press/Arquivo

Os lojistas que tiveram produtos saqueados na última semana, durante a greve da Polícia Militar, deverão fazer saldões para vender os produtos devolvidos ou recuperados pela polícia. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), Josias Albuquerque, anunciou a iniciativa após se reunir com o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, na tarde desta segunda-feira.

Albuquerque, junto com o procurador de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, foram entregar ao governador um documento solicitando agilidade nas investigações e também intermediação para ajudar a minimizar os prejuízos sofridos pelos comerciantes.

"Vamos consultar o Procon sobre o que é preciso para realizar um feirão com estes produtos, pois a maior parte está danificada. Também pedimos ao governador a antecipação da reposição do ICMS dos produtos roubados, porque muitos dos lojistas estão sem ter como repor os estoques para reabrir as lojas", explicou Josias Albuquerque.

Para conseguir a devolução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias, que é pago antecipadamente, os empresários terão que comprovar com documentação quais produtos foram roubados. O levantamento é essencial também para determinar os prejuízos ao setor.

"Teve gente que falou em prejuízos de R$ 1 bilhão, mas sabemos que isso é irreal. Os comerciantes ainda estão avaliando os prejuízos", explicou Albuquerque. Outra demanda entregue ao governador foi a intermediação junto aos bancos públicos para os empresários terem acesso a linhas de crédito com taxas de juros acessíveis para voltarem a operar. "Muitos tinham seguro, mas a maioria está desamparada e não tem nem como repor os estoques", destacou o presidente do Fecomércio.

Segundo o diretor-geral do Procon-PE, José Rangel, é possível a realização de saldões com os produtos que foram furtados das lojas, desde que sejam detalhadas as avarias de cada item. Independente do que aconteceu, os produtos podem ser vendidos. Os lojistas precisam dizer exatamente quais são os defeitos apresentados pelos equipamentos e o consumidor comprará aceitando as condições detalhadas", explicou Rangel, após ser consultado pela reportagem do Diario.

Também participaram da reunião com o governador João Lyra Neto, o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, e o secretário de Defesa Socialde Pernambuco, Alessandro Carvalho.

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