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Desrespeito » Consumidor sofre com validade vencida Convênio entre o Procon-PE e Apes para vigiar data de validade de produtos não trouxe melhoras para os clientes

Mirella Falcão - Diario de Pernambuco

Publicação: 13/05/2014 08:00 Atualização: 13/05/2014 10:05

Em dois meses, quinze supermercados foram autuadas, treze delas interditadas, estando entre as causas a venda de produtos vencidos. Foto: Augusto Freitas/DP/D.A Press
Em dois meses, quinze supermercados foram autuadas, treze delas interditadas, estando entre as causas a venda de produtos vencidos. Foto: Augusto Freitas/DP/D.A Press
Você sabia que se encontrasse um produto com prazo de consumo expirado, no supermercado,  poderia levar gratuitamente outro igual ou similar, dentro da validade? Inspirado em uma ação iniciada pelos órgãos de defesa dos consumidores de São Paulo, em 2012, o Procon de Pernambuco firmou um convênio com a Associação Pernambucana de Supermercados (Apes) para lançar a campanha “De olho na validade”.  Dois anos depois, ao contrário de outros estados onde a campanha promoveu melhoria nas lojas, aqui o engajamento ficou aquém do esperado, com pouca divulgação para os consumidores. Resultado: em dois meses, quinze lojas foram autuadas, treze delas interditadas, estando entre as causas a venda de produtos vencidos.

A ideia era transformar o consumidor em um fiscal e ao mesmo tempo em um parceiro para o supermercado, por alertar caso encontrasse algum produto vencido. “A campanha começou em São Paulo e se espalhou para vários estados. Pernambuco foi o segundo a seguir a iniciativa. Os resultados foram bons nos outros estados, menos aqui.  As lojas não deram ciência ao consumidor deste direito.  Estamos, inclusive pensando em cancelar o acordo e incentivar o consumidor a denunciar ao Procon. Já autuamos quinze supermercados. Vamos fechar 50 se for necessário”, afirma José Rangel, diretor do Procon-PE.

O acordo  foi assinado pela entidade de classe, mas tem adesão voluntária  por parte dos supermercados. A reportagem procurou a Apes para saber quais eram as lojas participantes da  campanha e os funcionários afirmaram que não estavam autorizados a informar. A diretoria também foi contactada, mas não retornou à reportagem. O mesmo acordo foi assinado também com as padarias e entrou em vigor em janeiro deste ano. Mas parece que já se encaminha para um resultado inócuo.  De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Panificadores do estado (Sindipão), José Cosme, em uma reunião da categoria, a maioria optou por não participar.  Com ou sem campanha, a ação de  fiscalização do Procon vai continuar.  “As padarias serão as próximas a passar pelas fiscalizações”, antecipa Rangel. 

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