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Inflação » FGV: medicamento pesará menos para a baixa renda em maio

Agência Estado

Publicação: 12/05/2014 15:51 Atualização:

Os reajustes em três preços administrados com grande peso no orçamento das famílias de baixa renda impulsionaram a inflação em abril. Medicamentos, tarifa de energia elétrica e tarifa de ônibus urbano fizeram com que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) chegasse a 1,05% no mês passado, contra 0,85% em março. Apesar disso, é esperado um arrefecimento no IPC-C1 em maio. O índice capta a inflação das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos.

"Ao longo deste mês, deve haver um efeito menor de medicamentos. A energia também deve pesar menos", ressaltou o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No caso das tarifas de ônibus, é possível que o aumento em Belo Horizonte entre no radar do indicador e pese na inflação.

"Os medicamentos respondem por 5% do índice, enquanto tarifas de ônibus urbano são 7%, e tarifa de energia elétrica pesa 3,5%", disse Braz, numa aproximação dos porcentuais. "O índice acumulou alta de três administrativos potentes", justificou.

Os medicamentos subiram 2,45% em abril, refletindo os reajustes concedidos pelo governo. Já as tarifas de energia elétrica avançaram 2,41% no mês passado, reflexo dos aumentos em Belo Horizonte, Salvador e Recife. No caso da tarifa de ônibus urbano a alta foi de 0,80%, puxada pelo reajuste em Porto Alegre.

"Esses gastos oneram mais o orçamento das famílias de baixa renda", explicou Braz. No caso da energia elétrica, ele explica que esse preço administrado será uma pressão inflacionária constante ao longo deste e do próximo ano. "Não há como fugir. Os aumentos são permanentes, dificilmente revisados para baixo", disse.

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