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Twitter, Facebook, Instagram, WhatsApp... » Quando a tecnologia faz adoecer Estima-se que 14 milhões de brasileiros sofram de dependência tecnológica. Será que você é um deles?

Rosa Falcão

Publicação: 10/05/2014 00:32 Atualização: 10/05/2014 00:46

Nas praças de alimentação dos shoppings é comum ver todo mundo conectado, independentemente de idade, sexo ou condição financeira. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press
Nas praças de alimentação dos shoppings é comum ver todo mundo conectado, independentemente de idade, sexo ou condição financeira. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

Um passeio rápido no shopping center é revelador. As pessoas não desligam dos aparelhos eletrônicos. Estão plugadas 24 horas na internet. O amplo acesso aos meios digitais móveis torna a tecnologia inseparável. Mas tudo em excesso faz mal. Não é diferente no acesso desenfreado aos meios digitais. Hoje, troca-se o relacionamento real pelo virtual. O livro pelo Facebook. O bate-papo no barzinho pelo WhatsApp. O uso sem limites de redes sociais, sites de relacionamento e jogos eletrônicos fragiliza as relações humanas, reduz a produtividade no trabalho. Leva à dependência tecnológica. Estima-se que 14 milhões de brasileiros sofram hoje deste mal.

Tanto que foi criado em 2007, em São Paulo, o Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O professor e psiquiatra Cristiano Nabuco, coordenador do programa, diz que a dependência não tem idade, sexo, cor ou condição financeira. É democrática. “Atualmente, estamos abrindo grupos simultâneos de adultos e de crianças. À medida em que a tecnologia foi ficando móvel, avançou a dependência tecnológica”, constata.

O neuropsiquiatra Igor Lins Lemos, professor da Faculade Pernambucana de Saúde (FPS), é estudioso da dependência dos jogos eletrônicos, uma das portas para se tornar dependente tecnológico. Ele atesta: “O uso excessivo de internet faz a pessoa perder tempo na escola e no trabalho. Interfere na qualidade de vida social, afetiva e financeira do indivíduo.”

E.C., 25 anos, foi iniciada na internet com os jogos eletrônicos. “Sou viciada em jogos online. Quando tenho espaço no trabalho, corro para o jogo. Já tive crise de abstinência”, conta. Agora o aplicativo instantâneo de troca de mensagens  WhatsApp é  a bola da vez.  “Durmo com o celular e o tablet ligados. A primeira coisa que faço quando acordo é checar o e-mail. Já enviei mensagem e atendi o celular dormindo.”

O iPhone é o objeto inseparável da vida de C.L., também de 25 anos. “Durmo com o celular ao meu lado. Quando eu tenho uma brechinha, estou no WhatsApp, no  Facebook e no Instagram.”  Ela conta que, quando sai para jantar com o noivo, zapeia nas redes sociais e ele  fica nos jogos eletrônicos.  “Me sinto nervosa e alarmada quando o aparelho descarrega”, revela.

A dependência tecnológica não é motivo para a demonização do uso da internet. Ou de condenação dos avanços tecnológicos. Afinal, a informação em rede é um caminho sem volta. Uma das formas de medir o descontrole do uso da internet é  fazer o teste disponibilizado pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ele pode ser acessado clicando neste link. Boa sorte!

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