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Mercado de ações » Grupo chinês Alibaba está pronto para Wall Street e quer desafiar gigantes da internet

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 07/05/2014 15:39 Atualização:

Jack Ma, fundador do Alibaba, líder chinês de comércio online, quer enfrentar os gigantes mundiais da internet enquanto planeja uma grande estreia na bolsa de Nova York.

Em um memorando enviado ontem (6) aos funcionários do Alibaba - minutos antes de registrar seu projeto ainda provisório na SEC, a autoridade financeira norte-americana -, Ma descreveu Wall Street como "um posto para encher o tanque de gasolina" diante da perspectiva de ambiciosos projetos futuros.

O grupo chinês é frequentemente descrito como um tipo híbrido entre as empresas Amazon e eBay/PayPal, que iniciaram suas trajetórias com a venda online antes de diversificar as atividades.

Em seu projeto apresentado à SEC, Alibaba não especifica quantas ações colocará no mercado nem o seu preço. No entanto, menciona um volume indicativo de fundos que espera levantar com a operação, de 1 bilhão de dólares.

Os analistas estimam, contudo, que o volume final seja muito superior ao valor de 1 bilhão de dólares informado, chegando aos 15 bilhões dólares, o que seria uma das maiores entradas na bolsa de valores da história. O Alibaba se aproximaria, assim, da rede social americana Facebook - até agora o maior ingresso tecnológico na bolsa- com 16 bilhões de dólares, em maio de 2012.

O recorde absoluto, sem discriminar por setores, é do banco chinês AgBank, que obteve mais de 22 bilhões de dólares em 2010 nas bolsas de Hong Kong e Shanghai.

O peculiar Jack Ma, ex-professor de inglês que criou o Alibaba em 1999 com um financiamento de 60 milhões de dólares, não esconde seu apetite voraz. "Há 15 anos, os fundadores do Alibaba estavam dispostos a lançar uma empresa de internet de concepção chinesa e dimensão mundial, com a ambição de transformá-la em um dos dez maiores grupos de web do mundo", escreveu no memorando.

Às vezes chamado de "Steve Jobs chinês" por suas qualidades de empresário visionário, Jack Ma deixou no ano passado a direção de operações do Alibaba, mas sem abrir mão do seu cargo de presidente, assegurando a direção estratégica.

O Alibaba não vende artigos diretamente, mas tem várias plataformas que permitem que os comerciantes se relacionem com clientes, entre elas a Taobao. O grupo de Jack Ma é praticamente imprescindível na China, onde "aproveita o crescente poder aquisitivo dos consumidores chineses", de acordo com seu projeto de entrada na bolsa.

Por outro lado, a maior parte de seus usuários vem do próprio país, na medida em que a empresa é pouco conhecida no resto do mundo. O grupo conta com 20 mil empregados e aproveita o crescimento do mercado chinês, com mais de 600 milhões de internautas, embora analistas questionem a capacidade de a empresa triunfar no mercado internacional.

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