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Mundial de Futebol » Ministério do Turismo está de olho na ocupação hoteleira e já pensa no pós-Copa

Juliana Cavalcanti

Publicação: 06/05/2014 16:11 Atualização: 06/05/2014 19:01

No caso de Pernambuco, os hotéis já estão com uma média de 70% dos leitos reservados para a Copa. Recife deve receber 193 mil visitantes brasileiros (incluindo os excursionistas) e 37 mil visitantes estrangeiros. Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press  (No caso de Pernambuco, os hotéis já estão com uma média de 70% dos leitos reservados para a Copa. Recife deve receber 193 mil visitantes brasileiros (incluindo os excursionistas) e 37 mil visitantes estrangeiros. Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press )
No caso de Pernambuco, os hotéis já estão com uma média de 70% dos leitos reservados para a Copa. Recife deve receber 193 mil visitantes brasileiros (incluindo os excursionistas) e 37 mil visitantes estrangeiros. Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press
A hotelaria tem merecido uma atenção especial do Ministério do Turismo no que diz respeito à ocupação dos leitos durante o período da Copa do Mundo e também no pós-evento. Mesmo esperando um número expressivo de turistas no período, alguns estados não devem alcançar a ocupação planejada para os hotéis – o que o ministro do Turismo, Vinicius Lages, chama de "ponto fora da curva".

"Esperamos uma circulação de 3 milhões de turistas brasileiros, incluindo os excursionistas, e de 600 mil turistas estrangeiros, além de um incremento de R$ 30 bilhões no PIB. Mesmo assim, estamos monitorando a ocupação hoteleira de alguns destinos. Se num certo momento tivemos receio das altas tarifas praticadas, hoje já temos certeza de que não faltarão leitos", destacou Lages, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

No caso de Pernambuco, os hotéis já estão com uma média de 70% dos leitos reservados para a Copa, depois de um momento de incerteza com o cancelamento dos bloqueios da operadora oficial da Fifa, a Match Poit. "Podemos chegar até aos 80% ou 90%, com ganhos maiores do que os previstos no contrato com a Match – que ficava com um percentual grande dos valores das reservas. Já o pós-copa vai depender de vários fatores, inclusive a experiência que essas pessoas terão e da imagem transmitida para os milhões que vão acompanhar o evento sem virem ao Brasil", destaca o empresário do ramo de hotelaria José Otávio Meira Lins.

O ministro Vinícius Lages revelou que em cidades como São Paulo, as reservas ainda estão muito baixas, considerando período junho-julho, com apenas 35% dos leitos confirmados. Na maioria das cidades-sedes, entretanto, o percentual de bloqueios já ultrapassou os 70%; casos de Belo Horizonte (71%), Brasília (77%), Cuiabá (77%) e o Recife (72%).

Apenas o Recife deve receber 193 mil visitantes brasileiros (incluindo os excursionistas) e 37 mil visitantes estrangeiros. Os gastos dos dois públicos são estimados em quase R$ 500 milhões, com destaque para as despesas dos estrangeiros, que devem deixar por aqui R$ 5.500 por pessoa (sem considerar hospedagem e passagens) durante todo o período da viagem.

De acordo com Lages, o gasto desses turistas vai depender da origem. Pernambuco deve receber muitos alemães, americanos e mexicanos. Já os chilenos, que jogarão em Cuiabá, em São Paulo e no Rio de Janeiro, devem vir num comboio de até 800 veículos (automóvel e ônibus), ficando num esquema mais alternativo.

"A Copa é um evento efêmero de curta duração. O Brasil tem uma vocação para atrair eventos internacionais. O desafio grande é manter esse ritmo de atração, para que possamos ter um fluxo maior de turismo internacional e também aproveitar que o consumo do turismo se expandiu para a Classe C. É fazer com que mais brasileiros conheçam os destinos", destacou o ministro.

Questionado sobre grande parte das obras que não estará pronta para o período da Copa do Mundo, Lages diminuiu o impacto desses atrasos. "Imagina sem a Copa? (com a Copa) Foi possível ter uma ampliação da rede hoteleira do Brasil inteiro, a ampliação e a reformulação dos aeroportos, a qualificação profissional, entre outros aspectos. O sonho seria que todas as obras estivessem prontas , mas isso não vai inviabilizar que realizemos uma das melhores copas de toda a história".

Violência
Sobre os casos de violência – incluindo a morte de um torcedor após sair do estádio do Arruda, no Recife, atingido por um vaso sanitário – o ministro Vinícius Lages reconhece que há um impacto negativo para a imagem do país no exterior.

Entretanto, na opinião de Lages, esse também seria um "ponto fora da curva", que teve uma resposta rápida por parte de ações de inteligência, com a prisão de um dos suspeitos de forma rápida.

"Assisti com muita preocupação nos canais internacionais. Vi as imagens muito tristes. As forças de segurança e inteligência agiram com rapidez e isso minimiza o impacto. O pior é a impunidade. O Ministério está integrado do ponto de vista das informações. Só com inteligência podemos nos contrapor e prevenir", disse.

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