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Energia » Zimmermann rebate críticas ao setor elétrico brasileiro

Agência Estado

Publicação: 06/05/2014 14:17 Atualização:

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou nesta terça-feira (6) que os riscos do sistema elétrico em 2001, ano de racionamento de energia elétrica no País, eram seis vezes maiores do que os atuais. Os dados, informou, serão apresentados amanhã no Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE).

"O sistema em 2001 estava desequilibrado estruturalmente e hoje está equilibrado... qualquer um pode simular com o modelo usado (pelo governo) e observar que os riscos daquela época chegavam a ser seis vezes maiores do que os de agora. Isso mostra bem o equilíbrio estrutural em que nós estamos", afirmou, durante o 11º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, no Rio.

Questionado sobre uma possível politização do debate com a divulgação de dados de 2001, ano de governo de Fernando Henrique Cardoso, não respondeu aos jornalistas.

Zimmermann negou a necessidade de racionamento de energia, acrescentando que não há a necessidade de qualquer medida diferente das que já têm sido tomadas. "Estamos passando por uma fase conjuntural de afluências que foram baixas, mas estruturalmente o sistema está respondendo."

Sobre 2015, afirmou, que pelos dados de maio, que serão apresentados amanhã, não há nenhum nível diferente do atual, que é de alerta.

A respeito de um possível pedido do governo para que a população reduza voluntariamente o consumo de energia, voltou a afirmar que não há indicativo de necessidade de qualquer medida adicional. Ele acrescentou que desde pequeno aprendeu com o seu pai a não desperdiçar nada. "O uso racional de qualquer coisa sempre é importante. Sempre foi importante e sempre será", disse.

Perguntado o motivo das diferenças nas divulgações de dados em relação aos dos analistas, disse que o Brasil utiliza um modelo e os números divulgados são resultados de análises técnicas de centro de pesquisa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), "que qualquer um pode simular".

"Os números que às vezes saem na imprensa não tenho como reproduzir porque nem sei quais premissas foram usadas. As nossas (análises) temos premissas e podemos mostrar", disse.

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