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Crise econômica » Comissão Europeia pede que Portugal prossiga com reformas

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 05/05/2014 14:47 Atualização:

A decisão de Portugal de não solicitar uma linha de crédito quando seu programa de resgate expirar, no dia 17 de maio, recebeu nesta segunda-feira o apoio da Comissão Europeia, que advertiu, no entanto, que "as reformas devem continuar".

"Apoio a decisão do governo português. É politicamente muito importante, cria um sentimento melhor, cria confiança nos investidores", declarou nesta segunda-feira o comissário europeu para assuntos econômicos, Siim Kallas, advertindo, no entanto, Lisboa que "as reformas devem prosseguir e que as medidas decididas devem ser implementadas".

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, anunciou no domingo que Portugal sairá do programa de resgate financeiro sem pedir uma linha de crédito de segurança.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, felicitou o governo português por ter tomado esta decisão, que será discutida na tarde desta segunda-feira em uma reunião de ministros das Finanças dos países da Eurozona.

"Falaremos sobre o plano (de Portugal)", indicou, acrescentando que "ainda há muito trabalho" pela frente para modernizar a economia, ser "mais competitivos e abrir a economia à concorrência", tarefas que, se forem realizadas, oferecerão a Portugal "um grande potencial".

"Portugal fez um trabalho muito bom, entendo seu otimismo e o apoio", sustentou.

O programa, pelo qual Lisboa recebeu um resgate financeiro de 78 bilhões de euros em troca de drásticas medidas de austeridade, chegará ao fim em 17 de maio.

Os credores do país, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, deram sua autorização para desbloquear a última parcela desta ajuda por um montante de 2,6 bilhões.

Nesta segunda-feira, a Comissão Europeia apresentou suas previsões de crescimento para a UE. Com relação a Portugal, o Executivo europeu estima que sua economia crescerá em 2014 1,2% (0,8% na estimativa anterior) e em 2015 1,5% (sem mudanças).

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