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SUAPE » Protesto de trabalhadores bloqueia acesso às obras da Refinaria Abreu e Lima Operários da empresa Jaraguá estão há dois meses sem receber salários e benefícios

Augusto Freitas

Publicação: 05/05/2014 09:17 Atualização:

Trabalhadores da empresa Jaraguá – que presta serviço às obras da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Industrial Portuário de Suape – bloqueiam desde às 5h30 da manhã os acessos à obra, em protesto pelo não pagamento de dois meses de salários e benefícios. Segundo representantes dos operários, eles tentam negociar com a empresa desde abril, mas não têm recebido retorno.

A Polícia Militar chegou há pouco ao local e conseguiu que os funcionários liberassem um lado da pista de entrada e tenta negociar a formação de uma comissão com cinco funcionários para entrarem na empresa e negociarem a situação com a direção. O bloqueio continua e o trânsito na região de acesso à Suape neste momento é complicado.

Ao todo, são 1.380 trabalhadores com os pagamentos atrasados e também com os cartões alimentação e refeição bloqueados. Cerca de 90% deles vieram de outros estados para trabalhar em Pernambuco (a maior parte das regiões Sul e Norte do país). Muitos foram despejados dos alojamentos por falta de pagamento dos aluguéis pelas empresas. Os salários mensais dos operários variam entre R$ 890 e R$ 4.900.

Orientados a se reunirem e alugarem imóveis, com a promessa de ajuda de custo de R$ 300, os que conseguiram também estão sendo despejados das novas casas, pois a Jaraguá também não teria cumprido o acordo. A Jaraguá é uma empresa de montagem e fabricação de equipamentos, a exemplo de forros, tubulações, tanques, instalações elétricas e instrumentação.

O eletricista Anailton Lisboa diz que ele e os colegas só vão parar o protesto se algum representante da empresa aparecer no local para negociar com os trabalhadores. De acordo com ele, a situação é crítica e há casos de operários que foram passar férias com as famílias em seus estados e tiveram as passagens de volta canceladas pela empresa, encontrando-se agora sem saber se retornarão ao trabalho e se terão os salários e benefícios pagos.

Segundo Lisboa, através de acordo negociado com o Ministério Público, a empresa já combinou três datas para efetuar o pagamento, mas não cumpriu os acordos. A primeira foi 18 de abril; depois, 28 de abril; e a última era 2 de maio. Agora, a Jaraguá promete acertar a situação até o dia 19 de maio.

Os operários reclamam da falta de apoio e orientação do Sintepav-PE (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral do Estado de Pernambuco).

* As informações são do repórter Augusto Freitas

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