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Análise » BC: resultado fiscal até março está em linha com trajetória de alcance de meta

Agência Brasil

Publicação: 30/04/2014 14:12 Atualização:

Os resultados primários nos três primeiros meses do ano estão em linha com a trajetória de alcance da meta este ano, avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Nesta quarta-feira (30) o BC informou que o setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou superávit primário de R$ 3,580 bilhões, em março. No primeiro trimestre, o superávit primário chegou a R$ 25,631 bilhões, contra R$ 30,720 bilhões em igual período de 2013.

Em 12 meses encerrados em março, o superávit primário do setor público ficou em R$ 86,217 bilhões, o que corresponde a 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e reduzir o endividamento do governo no médio e longo prazos. Neste ano, a meta do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é economizar R$ 80,8 bilhões, equivalentes a 1,55% do PIB. Os estados e municípios deverão fazer superávit primário de R$ 18,2 bilhões – 0,35% do PIB. No total, o superávit primário do setor público deverá fechar o ano em R$ 91,306 bilhões (1,9% do PIB).

Em março, os governos regionais (estados e municípios) apresentaram superávit primário de R$ 482 milhões, bem menor do que em igual período do ano passado (R$ 2,143 bilhões). Para Maciel, “essas oscilações são esperadas” nos resultados primários mensais dos estados e municípios. “É uma trajetória bastante tranquila para obtenção das metas regionais. Tivemos bons resultados em janeiro e fevereiro e agora em março um resultado mais modesto”, acrescentou. No primeiro trimestre, o resultado primário dos governos regionais chegou a R$ 13,191 bilhões, o maior para o período desde 2011 (R$ 13,647 bilhões).

Nesta quarta-feira, o BC também informou que a dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,685 trilhão, em março, resultado correspondente a 34,2% do PIB. Em relação a fevereiro, houve elevação de 0,5 ponto percentual. O motivo para o aumento foi a queda do dólar. Essa dívida é um balanço de ativos e passivos dos governos federais, estaduais e municipais e das empresas estatais.

Com a desvalorização da moeda norte-americana, os ativos em moeda estrangeira, principalmente as reservas internacionais, caem de valor na conversão em reais, resultando numa dívida líquida maior.

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