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Expectativa » Mantega já admite que país pode crescer menos que os 2,5% previstos pelo governo

Agência O Globo

Publicação: 28/04/2014 18:30 Atualização:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já admite que a economia deve crescer menos que o previsto pelo governo. Em seminário nesta segunda-feira (28) em São Paulo, o ministro exibiu uma apresentação em que estava previsto crescimento de 2,3% em 2014, enquanto no orçamento deste ano, a projeção do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 2,5%. Em 2013, o Brasil teve expansão de 2,3%.

Em sua exposição, o ministro chegou a reafirmar a previsão de 2,5%, mas, depois da apresentação com os 2,3%, admitiu, em entrevista a jornalistas, que a projeção está entre 2,3% e 2,5%.

Mantega repetiu ainda que a meta central da inflação - de 4,5% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos - será cumprida neste e nos próximos anos.

Segundo ele, o Brasil está entrando em um novo ciclo de crescimento, que terá como "locomotiva o investimento". De acordo com sua projeção, as taxas de investimentos crescerão a uma média de 7% ao ano entre 2014 e 2022.

Mantega admitiu que neste momento o Brasil sofre com mais projeções pessimistas que otimistas, e que o cenário se deve à "grande crise internacional que vivemos nos últimos cinco anos"."Temos mais pessimistas que otimistas, por isso afirmo que ouso dizer que, do meu ponto de vista, as perspectivas para o Brasil são boas. Claro que é uma matéria discutível", afirmou.

O ministro enfatizou a solidez da economia brasileira e rechaçou os comentários que dizem que o Brasil é frágil. Para embasar o comentário, Mantega mostrou dados das reservas em dólar, de US$ 378 bilhões, o volume de comércio (que chegou a meio trilhão de dólares, de acordo com o ministro), além do fluxo de investimentos estrangeiros diretos que o país recebe. "O Brasil está preparado para a retomada da economia, que já está começando", afirmou, citando afirmação recente do jornal inglês "Finacial Times" de que o país saiu de "pária a queridinho do mercado".

Depois da palestra, Mantega respondeu a perguntas da plateia. Entre os questionamentos, a atual dificuldade enfentada pelas montadoras em ampliar produção e venda foi um dos temas tratados. Mantega disse que o problema se deve à redução das importações de automóveis e peças por parte da Argentina.

"Nós estamos trabalhando para viabilizar o aumento da exportação à Argentina", limitou-se a dizer, sem detalhar se haverá um novo pacote de estímulos ao setor.

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