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Crescimento » Bradesco divulga maior lucro para um primeiro trimestre

Agência O Globo

Publicação: 24/04/2014 20:30 Atualização:

O balanço do Bradesco, divulgado hoje e que apontou o maior lucro do banco para um primeiro trimestre, de R$ 3,4 bilhões, consolida a tendência de aumento mais rápido na participação das receitas com tarifas no lucro da instituição na comparação com o crescimento da carteira de crédito. O movimento é reflexo da estratégia adotada pelo banco para compensar os menores ganhos com os empréstimos, que têm sido mais restritos e com foco em linhas conservadoras, como imobiliária e consignado.

Nos dados divulgados pelo Bradesco, as receitas com serviços no primeiro trimestre mostraram evolução de 14,9% na comparação anual, contra 10% de alta na carteira de crédito, também comparado ao primeiro trimestre de 2013.

"O cenário de trabalho que estabelecemos é caracterizado por menor risco operacional e maior consumo de produtos financeiros. Foi a partir dessas premissas que procuramos buscar mais rentabilidade e eficiência", disse Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, que abriu conference call com jornalistas.

Trabuco e Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo do banco, garantiram que o aumento das receitas com tarifas não quer dizer que o banco está cobrando mais caro pelos serviços, mas sim porque a base de clientes cresceu, assim como o portfólio de produtos.

Trabuco admitiu também que foi apenas em março que o banco sentiu uma "certa retomada" no fluxo de concessão de financiamentos. A carteira de crédito, que chegou a R$ 432,3 bilhões no fim do primeiro trimestre, teve como destaques, mais uma vez, o recuo de 13,6% nos financiamentos de veículos (campeão de maus pagadores) e as altas de 25,2% na carteira de crédito consignado e de 36,5% no financiamento imobiliário.

Apesar da diferença de quase cinco pontos percentuais entre o ritmo de crescimento da carteira de crédito (10%) e da receita com tarifas (14,9%), Pedro Galdi, estrategista da corretora SLW, afirma que dizer que os serviços serão os responsáveis pelo impulso no resultado das instituições financeiras é um pouco de exagero. Ele cita os número do Bradesco para explicar o raciocínio: enquanto a carteira de crédito do banco era de R$ 432 bilhões no fim de março, a cifra arrecadada com os serviços e produtos é pequena, de R$ 5,3 bilhões.

Além do crescimento das receitas e dos empréstimos, o banco também registrou redução no índice de inadimplência, que considera atrasos maiores que 90 dias, de 3,4%, ante 3,5% no fim de 2013 e 4% um ano antes.

Quando perguntados sobre o futuro, tanto Trabuco quanto Angelotti se disseram confiantes com o desempenho da economia brasileira daqui em diante. O presidente do banco afirmou ainda saber que a economia real está funcionando "com pessoas produzindo e pessoas consumindo, o que é positivo para a indústria bancária".

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