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Irregularidades » Vigilância e Procon-PE interditam por cinco dias supermercados Frutão e Sttyllo, em Campo Grande

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 24/04/2014 10:52 Atualização: 24/04/2014 12:04

Fiscalização apreendeu diversos produtos químicos de limpeza sem autorização de venda do Ministério da Saúde (Sávio Gabriel/Esp. DP/D.A Press)
Fiscalização apreendeu diversos produtos químicos de limpeza sem autorização de venda do Ministério da Saúde
Dois supermercados foram interditados na manhã desta quinta-feira (24) após mais uma operação de fiscalização conjunta realizada pela Vigilância Sanitária do Recife, Delegacia do Consumidor, Procon-PE, Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro-PE). Os estabelecimentos, fechados por cinco dias, foram o Frutão e o Sttyllo, localizados no bairro de Campo Grande, Zona Norte da capital pernambucana.

Saiba mais...
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No Sttyllo, de acordo com a Vigilância Sanitária, o setor de açougue foi interditado pelos técnicos da Adagro-PE. A gerente de Vigilância Sanitária do Recife, Adeliza Ferraz, informou que o estabelecimento não possuía autorização do órgão para realizar o fracionamento de carnes, queijos e outros produtos. "Oficialmente a interdição foi de cinco dias, mas o setor só será liberado quando o supermercado tiver a autorização da Adagro", explicou. Além disso, foram confiscados 473 produtos químicos de limpeza, como detergente, sabões, amaciantes e soda cáustica, entre outros, que não possuiam autorização do Ministério da Saúde para comercialização.

Segundo o delegado do consumidor, Roberto Wanderley, foram encontradas nos dois estabelecimentos irregularidades semelhantes às de outros supermercados interditados no Recife entre os meses de março e abril. “Os produtos estavam mal acondicionados, fora do prazo de validade e, portanto, impróprios para o consumo”, detalhou.

A situação mais grave, no entanto, foi encontrada no Frutão, fechado também por cinco dias. “Havia fezes de ratos e baratas dentro do depósito e também na loja. Os produtos estão mal acondicionados e também fora do prazo de validade. Está tudo errado por aqui”, declarou Wanderley. Os fiscais apreenderam 141 quilos de alimentos impróprios para o consumo e também uma boa quantidade de produtos químicos de limpeza, a exemplo do Sttyllo. O estabelelcimento também não tinha autorização da Adagro-PE para fracionar carnes, queijos, presuntos e outros insumos.

A prateleira de frios (também conhecida como ilha) do Frutão também apresentava irregularidades. "Ela está sem manutenção adequada, e os alimentos não resfriam até a temperatura ideal, prejudicando a qualidade", diz Adeliza. Além disso, foram encontradas baratas no setor de hortifruti.

De acordo com o delegado Roberto Wanderley, os gerentes dos dois estabelecimentos serão encaminhados para a delegacia do consumidor e vão ser indiciados pela venda de alimentos impróprios para o consumo. Segundo os órgãos envolvidos, os estabelecimentos poderão receber multas que podem variar entre R$ 40 mil e R$ 2 milhões, após a instauração de um processo administrativo. As penas máximas variam de cinco (no caso de crime contra o consumidor) a 15 anos (para crimes contra a saúde pública).

A reportagem do Diario procurou os responsáveis pelo Sttyllo, mas uma funcionária informou que não havia ninguém disponível para se posicionar sobre o ocorrido. Até o momento, ninguém do supemermercado Frutão foi encontrado pela reportagem.

Interdições


Com as interdições de hoje, subiu para dez o número de estabelecimentos interditados totalmente ou parcialmente pelos órgãos de fiscalização entre os meses de março e abril. Todos os supermercados foram fechados por razões semelhantes, como a prática ilegal de comercializar mercadorias impróprias para o consumo e vencidas.  

Até o momento, as interdições ocorreram no Extra, da Avenida João de Barros (cinco dias), Pão de Açúcar da Avenida Rosa e Silva (interdição no setor de refeições, liberada no mesmo dia após as correções), Extrabom e Bompreço (cinco dias), em Casa Amarela, Carrefour (cinco dias), na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, e Deskontão (cinco dias), na Ceasa, no Curado, e Kennedy e Leão, ambos no Cordeiro.As denúncias dos consumidores à Vigilância Sanitária podem ser feitas através dos telefones 0800 281 1520 ou (81) 3355-5416.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Luiz Silva
Parabéns ao Procon, Vigilância Sanitária e Delegacia do Consumidor pelo trabalho, excelente iniciativa.espero que continue e que não haja pressão de quem quer que seja. | Denuncie |

Autor: norma silva
nunca vi o procon-pe trabalhar tanto em prol dos consumidores.Em pensar que isto sempre existiu,e que há tempo vem sendo errado...agora resta uma esperança de melhor qualidade de vida ao trabalhador.Haja remédios para tanta doença. | Denuncie |

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