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Pesquisa Industrial Mensal » Mudança em metodologia do IBGE deve ajudar resultado do PIB

Agência O Globo

Publicação: 22/04/2014 16:44 Atualização:

A produção industrial do país do mês de abril, que será divulgada no próximo dia 7, deve apresentar resultados melhores por causa da reformulação da metodologia de pesquisa adotada pelo IBGE. O novo modelo da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) vai atualizar e ampliar os setores e produtos analisados, o peso de cada um deles no resultado geral e modernizar sistema que tinha como base a produção de 1999 para o ano de 2010.

O número total de produtos pesquisados subiu de 755 para 805 no cômputo nacional, que integra o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), principal indicador do crescimento do país. O resultado do PIB do primeiro trimestre deste ano, com divulgação prevista para o fim de maio, já será baseado no novo modelo da PIM. Antes da mudança, a previsão do mercado é de crescimento de 1,7% neste ano.

"Atualizamos a cesta de produtos e a estrutura de ponderação dos setores. Um exemplo de itens que não captávamos na pesquisa anterior eram os tablets e a produção de biodiesel. Também há perdas importantes, como setor de edição, produção e gravação de som que saem da indústria e passam a ser captados pela pesquisa de serviços, mas continuam entrando no cálculo do PIB", diz André Macedo, gerente das pesquisas de Indústria do IBGE.

Macedo não antecipa resultados, mas a ampliação tende melhorar o desempenho da indústria captado pelo instituto, inclusive com revisão dos números do ano passado, quando o setor cresceu 2,3%. Isso porque, todos os dados desde janeiro de 2012 foram atualizados para a nova metodologia.

Os novos resultados também podem provocar mudanças para melhor no resultado do crescimento do país não só deste ano, mas também do ano passado quando, de acordo com o IBGE, a economia teve expansão de 2,3%. É uma medida tecnicamente correta, uma vez que os dados da indústria têm peso importante no PIB, mas também capaz de dar margem à polêmica, sobretudo depois da decisão do IBGE de suspender a divulgação da Pnad contínua, pesquisa que, por cobrir todo o país, apontou taxa de desemprego mais alta do que a captada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que analisa apenas as seis maiores metropolitanas. Para o ano de 2013,a Pnad mostrou desemprego médio de 7,1% e a PME, 5,1%.

"A pesquisa industrial já era alvo de crítica do mercado em função da base ser antiga e uma mudança com essa não acontece de uma hora para outra. Já vínhamos trabalhando nesse processo há algum tempo e o cronograma de divulgação estava definindo desde o início do ano e precisa ser respeitado, porque há compromissos inclusive com organismos internacionais. Agora, quando os resultados saírem, as pessoas vão interpretar como quiserem", explicou Macedo.

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