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Negociação » Ministro brasileiro volta à Argentina para retomar conversas sobre comércio bilateral

Agência O Globo

Publicação: 22/04/2014 16:33 Atualização:

Menos de dois meses após sua primeira visita a Buenos Aires, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, chegará nesta terça-feira (22) novamente à capital argentina, para retomar as discussões sobre o deteriorado comércio bilateral com o ministro da Economia argentino, Axel Kicillof. O enviado do governo Dilma Rouseff também se reunirá com o presidente do Banco Central da Argentina (BCRA), Juan Carlos Fábrega.

O intercâmbio comercial entre os dois países não está passando por um bom momento e alguns dados preocupam o governo brasileiro, por exemplo a queda de 32% das exportações de automóveis para o mercado argentino no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O dado foi revelado à presidente brasileira em recente encontro com as autoridades da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Entre janeiro e março, a Argentina registrou uma queda 17% em seu comércio com o Brasil, mas, mesmo assim, obteve um superávit bilateral de US$ 35 milhões, de acordo com relatório da empresa de consultoria ABECEB, comandada pelo ex-secretário da Indústria, Dante Sica. Apesar das promessas, o governo Kirchner continua aplicando barreiras ao comércio bilateral, que afetam vários setores, entre eles calçados, têxteis e automóveis. Nos primeiros três meses deste ano, as importações de produtos brasileiros recuaram 13% na Argentina, frente ao mesmo período de 2013.

Além das barreiras protecionistas, a situação do mercado cambial argentino também prejudicou as importações brasileiras. A falta de divisas obrigou o BCRA a limitar o pagamento a importadores, assunto que Borges deverá discutir hoje com Fábrega. "A escassez no mercado de divisas obrigou as autoridades a limitar ainda mais as compras externas, em particular em setores com um déficit estrutural como o automobilístico, que representa 49% do comércio bilateral com o Brasil", explicou a ABECEB.

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