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Supermercados » Após interdições, consumidor precisa ficar atento na hora de comprar

Mirella Falcão - Diario de Pernambuco

Publicação: 20/04/2014 13:16 Atualização: 20/04/2014 14:21

Lojas vêm tendo atividades suspensas após fiscalizações da Vigilância Sanitária. Foto: Augusto Freitas/DP/D. Press
Lojas vêm tendo atividades suspensas após fiscalizações da Vigilância Sanitária. Foto: Augusto Freitas/DP/D. Press
A intenção era comprar algumas frutas, mas a aposentada Valdiza Moreira, 68, encontrou o supermercado fechado. O estabelecimento da bandeira Kennedy, no Cordeiro, foi interditado por cinco dias. Valdiza ficou contrariada por voltar para casa sem os produtos desejados, mas não surpresa. “Sempre achei meio sujinho”, conta ela. Em pouco mais de um mês, seis estabelecimentos foram interditados pela fiscalização que reuniu órgãos como Vigilância Sanitária, Procon e Ministério Público. Em quase todas as lojas visitadas foram encontradas irregularidades que, diante de comentários como o de Dona Valdiza, chegavam a ser perceptíveis aos consumidores. Agora fica a dúvida: onde fazer a feira de alimentos?

As interdições atingiram lojas de grandes cadeias, como Bompreço, Extra, Extrabom, Carrefour e Deskontão. Entre algumas das causas, estava a venda de carne estragada, frios com vencimento fora da validade, além da presença de ratos e baratas na área de hortifruti. “Fica difícil para o consumidor saber onde comprar, porque se os supermercados desse porte estão com todos esses problemas, imagine os menores”, afirma a professora de educação física, Eliane Gusmão, 36.

“A operação foi baseada em mais de cinco mil reclamações de consumidores. As lojas estavam sendo fiscalizadas, só que elas não atendiam as exigências feitas pelos fiscais. Nesta ação conjunta, estamos enquadrando as lojas no rigor da lei. Vamos moralizar esse setor”, afirma o coordenador-geral do Procon Pernambuco, José Rangel. Ele acredita que, com o prejuízo gerado pelo fechamento das lojas e a assinatura dos termos de ajustes para a reabertura das mesmas, haverá uma melhoria na qualidade dos serviços. “As lojas irregulares, se não forem prejudicadas pela fiscalização, serão pela perda de clientes, que já estão mais conscientes”, diz.

A doméstica Daniela do Nascimento, 33, passou a comprar carnes em frigoríficos. “Também estou reparando mais na limpeza das lojas.” Já Silvia Patrícia Soares, 42, está de olho no vencimento dos produtos. “Especialmente, o dos frios”, comenta ela. José Rangel recomenda a não comprar nada que já venha fatiado nas bandejas. “O ideal é pedir para olhar a peça inteira, ver a validade e solicitar que seja fatiado na hora”. E na dúvida em relação à qualidade do produto, faça como a dona de casa Noemia da Silva, 61: “Vou comprar no outro supermercado. Fica a 15 minutos caminhando, mas é melhor do que a gente comprar comida estragada, não é?”

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