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Novidades » Feirão Caixa da Casa Própria oferece prazo de oito meses para começar a pagar

Thatiana Pimentel

Publicação: 18/04/2014 15:00 Atualização: 22/04/2014 15:54

Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo

A décima edição do Feirão Caixa da Casa Própria dará um prazo maior de carência para quem fechar negócio. Serão oito meses para que os consumidores comecem a pagar. Ou seja, compre em maio e, em vez de começar a pagar em junho, a primeira prestação do financiamento vencerá só em janeiro de 2015. O benefício terá maior prazo que no feirão anterior, cuja oferta foi de sete meses de carência. Em tempos de economia difícil, com excesso de oferta e demanda reprimida, a vantagem deverá atrair os pernambucanos que sonham com um lugar para chamar de seu. O feirão será realizado nos dias 16, 17 e 18 de maio, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

O desafio desta edição será superar o volume de vendas do evento passado, que contabilizou R$ 1 bilhão em imóveis comercializados e 34.268 visitantes. O Salão Ademi da Casa Própria, que ocorreu em março deste ano, também no Centro de Convenções, já revelou as dificuldades do mercado atual. Em 2013, a feira movimentou R$ 160 milhões em 540 contratos. Neste ano, o saldo foi de R$ 122 milhões e 410 imóveis vendidos.

Para o professor de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV) Roberto Ferreira, apesar do longo prazo da carência e do volume de crédito disponível, nada indica que o saldo do feirão tenha crescimento. "O maior problema está no preço dos imóveis. Hoje é mais barato comprar fora do Brasil do que em alguns bairros do Recife. Mas financiar imóveis é sempre um bom investimento para quem vive de aluguel. Até porque os preços dos aluguéis em todo o estado também estão salgados e quando você tem um financiamento imobiliário, pelo menos está pagando algo que vai ser seu", resume.

Apesar disso, Ferreira aconselha calma aos frequentadores do feirão. "Essa carência maior é uma jogada de marketing. A única coisa que a pessoa vai conseguir é estender o financiamento, que já é usualmente longo ou aumentar as prestações da compra", afirma. Para quem ainda assim está disposto a aproveitar o evento para fechar negócio, o professor lembra que a melhor opção para financiamentos é através do Sistema Amortização Constante (SAC), em que as parcelas são decrescentes, ao invés da tabela Price, que não muda.

"Geralmente as pessoas escolhem a tabela SAC porque querem ver no seu orçamento mensal as prestações reduzindo ao longo do tempo. Mas, como as primeiras parcelas pelo SAC são maiores que na Price, pode ser que o comprador opte pela Price por precisar de fôlego no momento da compra do imóvel. Minha indicação é se apertar e escolher sempre o SAC”, detalha Ferreira. Entre prestações pré-fixadas e pós-fixadas, o professor indica a primeira opção. "Sempre é melhor para planejar o orçamento", completa.

Vale lembrar que dentro do feirão é possível usar tanto recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) quanto do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Os estandes estarão espalhados em uma área de 10 mil metros quadrados, que conta com banheiros e praça de alimentação. Nos próximos dias, o banco divulgará novas informações sobre a edição deste ano.

No ano passado, os feirões da Caixa ocorreram simultaneamente no Recife, em São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Salvador (BA), Uberlândia (MG), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Campinas (SP).

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