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História » Dilma Rousseff comenta a importância dos nomes dos navios construídos em Pernambuco

Thatiana Pimentel

Publicação: 14/04/2014 17:08 Atualização: 14/04/2014 18:00

O Dragão do Mar é o terceiro navio construído pelo EAS em Pernambuco. Os dois primeiros entregues à Transpetro pelo estaleiro foram o João Cândido, liberado em maio de 2012, e o Zumbi dos Palmares, entregue em maio de 2013 (Teresa Maia/DP/D.A Press)
O Dragão do Mar é o terceiro navio construído pelo EAS em Pernambuco. Os dois primeiros entregues à Transpetro pelo estaleiro foram o João Cândido, liberado em maio de 2012, e o Zumbi dos Palmares, entregue em maio de 2013
Durante o lançamento do Dragão do Mar, promovido pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) no Complexo Portuário de Suape, a presidente Dilma Rousseff comentou sobre a importância dos nomes das embarcações contruídas em Pernambuco. Lembrando que o primeiro navio entregue pelo EAS foi o João Candido, em maio de 2012, seguido do Zumbi dos Palmares, em maio de 2013. "Todos os nomes são significativos para o Brasil. O Dragão do Mar, por exemplo, foi um homem corajoso que se recusou a levar escravos em suas embarcações. Henrique Dias, que será o próximo navio entregue, foi um negro que liderou as principais batalhas do país", ressalta. Para quem não conhece a história destes homens, o Diario fez um pequeno resumo:

Dragão do Mar:
Francisco José do Nascimento (Canoa Quebrada, Aracati, 15 de Abril de 1839 — Fortaleza, 5 de Março de 1914) foi um líder jangadeiro. Seus apelidios são Dragão do Mar ou Chico da Matilde. Famoso abolicionista, participou ativamente do "Movimento Abolicionista Cearense". Lembrando que o estado do Ceará foi pioneiro na abolição da escravidão, fato que lhe tornou conhecido como "Terra da Luz". Em 1859 trabalhou nas obras do Porto de Fortaleza e iniciou o trabalho como marinheiro em um navio que fazia a linha Maranhão - Ceará. Já em 1874 foi nomeado prático da Capitania dos Portos convivendo com o drama do tráfico negreiro, se envolvendo no fechamento do Porto de Fortaleza, assim impedindo o embarque de escravos para outras províncias.

Henrique Dias: Henrique foi um brasileiro filho de escravos africanos libertos nascido em princípios do século 17, na capitania de Pernambuco.No contexto das invasões holandesas do Brasil, ofereceu-se como voluntário a Matias de Albuquerque para lutar contra os holandeses, tendo recrutado um grande efetivo de africanos oriundos dos engenhos conquistados pelos invasores. Travou combates com os holandeses em Pernambuco, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte, não perdendo sequer uma batalha. Tomou parte, entre outras, nas batalhas das Tabocas, de Casa Forte, quando defendeu o engenho de Dona Anna Paes, de Cunhaú e dos Guararapes. Passou seus últimos anos em Pernambuco, morrendo em extrema pobreza no dia 7 ou 8 de junho de 1662, no Recife, sendo enterrado por conta do Governo.

Zumbi do Palmares: (União dos Palmares, 1655 — Viçosa, 20 de novembro de 1695) foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial. Zumbi nasceu na então Capitania de Pernambuco, na serra da Barriga, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado brasileiro de Alagoas. Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as tropas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída em 1694. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

João Candido: João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante negro" (Encruzilhada do Sul, 24 de junho de 1880 — Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1969) foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910) . O movimento trouxe benefícios aos marinheiros, com o fim dos castigos corporais na Marinha, mas trouxe prejuízos a João Cândido, que foi expulso e renegado, vindo a trabalhar como timoneiro e carregador em algumas embarcações particulares.

Vale lembrar que, assim como os outros dois petroleiros, o Dragão do Mar é do tipo suezmax. Isso significa que ele possui mais de 274 metros de comprimento e boca modelada (largura) de 48 metros. O petroleiro possui porte bruto de 157,7 mil toneladas e capacidade para transportar um milhão de barris, o que representa mais de 45% da produção diária de petróleo no país. Ao todo, a Transpetro encomendou dez navios do tipo suezmax ao EAS. O próximo na lista de entregas é o Henrique Dias, que em breve vai entrar na fase final de testes, com o lançamento ao mar para identificar possíveis problemas e realizar os ajustes necessários. A previsão é de que a entrega seja realizada no segundo semestre deste ano.

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