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Pregão » Dólar abre em queda frente ao real e é negociado a R$ 2,19

Agência O Globo

Publicação: 08/04/2014 13:48 Atualização:

Acompanhando o movimento do exterior, onde o dólar se desvaloriza frente ao euro e às principais moedas de países ligados a commodities, a moedas americana também começou a sessão desta terça-feira (8) em queda frente ao real. Às 9h56, a moeda americana recuava 1,03% e estava sendo negociada a R$ 2,195 na compra e R$ 2,197 na venda. É a menor cotação da moeda americana desde 30 de outubro passado, quando a divisa fechou a R$ 2,192. Na mínima do dia, o dólar comercial recuou até R$ 2,195 e na máxima foi negociado a R$ 2,208.

Fluxo de recursos para a renda fixa e novas captações feitas por empresas no exterior ajudam a derrubar a cotação da moeda americana frente ao real. Só o BNDES captou US$ 1,5 bilhão no exterior. Os leilões de contratos de swap cambial tradicional feitos pelo Banco Central também contribuem para a desvalorização da divisa americana. Hoje, o BC ofereceu mais 4 mil contratos novos e vai rolar outros 10 mil papéis que vencem em maio. Essas intervenções equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro.

O mercado também espera que o banco central americano, o Federal Reserve, continue retirando os estímulos à economia de forma suave. A ata do banco central americano será divulgada amanhã. Com isso, os juros nos Estados Unidos devem ficar próximos de zero por um período mais prolongado, o que reduz a valorização do dólar.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice de referência do mercado de ações brasileiro (Ibovespa) abriu em alta e com quinze minutos de negociação já subia 1,81% aos 53.098 pontos. O mercado continua sendo embalado pela queda na avaliação do governo da presidente Dilma Roussef mostrada em duas pesquisas eleitorais recentes. A possibilidade de uma troca de comando no país é bem vista pelo mercado, que considera o atual governo intervencionista.

Com o fator político no radar, as ações de estatais se valorizam nesse contexto. Só as ações preferenciais da Petrobras (sem direito a voto) se valorizaram 31,44% nos últimos 30 dias, enquanto os papéis ordinários apresentam ganho de 29,22% no mesmo período. Mesmo com denúncias envolvendo a petrolífera, como a compra da refinaria de Pasadena por um valor considerado muito elevado, as corretoras estão recomendando a compras dos papéis da empresa. Na avaliação de analistas, os papéis da Petrobras tendem a ganhar se a presidente Dilma Rousseff continuar perdendo a popularidade.

No exterior, as Bolsas amanheceram em queda com o recrudescimento das tensões na Ucrânia, onde movimentos separatistas tomam prédios públicos em diversas cidades ao leste do país.

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