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Dia Mundial da Saúde » Médicos protestam em todo o país

Agência Brasil

Rosa Falcão

Publicação: 07/04/2014 11:03 Atualização:

Nesta segunda-feira (7), Dia Mundial da Saúde, médicos de todo o país devem ir às ruas pedindo mais recursos para o setor, o reajuste imediato da Tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e a aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde (PLP 321/2013).

A mobilização conta com a participação dos médicos dos planos de saúde, que reivindicam o reajuste dos honorários médicos pagos pelas operadoras.De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), também é reivindicada a criação de uma carreira pública e a chamada desprecarização do trabalho médico. “Os profissionais exigem a realização de concurso público com salário adequado; plano de cargos, carreira e vencimentos; maior financiamento para a saúde; melhores condições de trabalho; e atendimento adequado para a população”, informou.

No campo da saúde suplementar, a reivindicação é pela recomposição de honorários, pelo fim da intervenção das operadoras na autonomia profissional e pela readequação da rede credenciada, para que seja garantido o acesso dos pacientes à assistência contratada. Em Pernambuco, as entidades médicas (Cremepe, Sindicato dos Médicos e Sociedades de Medicina) promoveram um café da manhã com os jornalistas para denunciar os baixos honorários médicos pagos pelas operadoras de planos de saúde.

Os profissionais defendem a implantação imediata da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM/2012). Trata-se de uma tabela referencial de honorários. O presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos Mário Lins disse que foram enviados ofícios reivindicando a adoção imediata da CBHPM para cinco operadoras: Amil, Sul América, Bradesco Saúde, Hapvida e Golden Gross.

As empresas notificadas terão o prazo de 90 dias para dar uma resposta. Caso a resposta seja negativa, algumas especialidades médicas poderão suspender os atendimentos dos usuários destes planos de saúde. Lins dá um exemplo de defasagem de honorários praticados pelas empresas. Pela CBHPM 2012, o teste ergométrico deve custar R$ 150. As operadoras listadas pagam em média R$ 48. Em Minas Gerais, os médicos da rede pública e da saúde suplementar decidiram aderir ao movimento sem a paralisação de atendimentos.

Na manhã de hoje, haverá eles fazem ato público em frente à Assembleia Legislativa e, na sequencia, uma audiência pública com parlamentares.No Pará, está prevista a paralisação por um dia no atendimento ambulatorial, nas áreas pública e privada, mantendo-se apenas os atendimentos de urgência e emergência. Está previsto ainda um encontro no Sindicato dos Médicos para debate sobre a saúde pública e privada no estado. No Acre, a programação prevê a realização de um ato público em frente ao Palácio Rio Branco. A proposta é reunir os trabalhadores da saúde e a população em geral para mostrar aos governantes a necessidade de mais investimentos no SUS. No Rio de Janeiro, a categoria faz uma suspensão relâmpago de atendimentos.

Foi anunciado ainda um ato público exigindo melhores condições de trabalho no SUS. No período do protesto, previsto para ocorrer na Cinelândia, haverá paralisação dos serviços eletivos, sendo mantidos os atendimentos de urgência, emergência e oncológicos. Em São Paulo, os médicos fazem protesto contra os planos e seguros de saúde. O atendimento deve ficar suspenso hoje. Pela primeira vez, outras duas categorias profissionais (fisioterapeutas e cirurgiões-dentistas) vão aderir ao protesto. Será realizada uma campanha de doação de sangue na capital, na sede da Associação Paulista de Medicina.

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