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Pesquisa do Dieese » Custo da cesta básica no Recife sobe 0,51% e vai a R$ 280,06 em março

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 04/04/2014 11:58 Atualização:

Comprar a cesta básica no Recife ficou um pouco mais caro. No mês de março, de acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo dos produtos básicos de subsistência na capital pernambucana apresentou um aumento de 0,51%, passando de R$ 278,65 para R$ 280,06, acréscimo de R$ 1,41.

Segundo órgão, o valor da cesta em março comprometeu 42,05% do salário mínimo líquido do trabalhador só com as despesas de alimentação. A média nacional deste mesmo indicador foi de 46,27%. Em 12 meses, observou-se uma elevação de 0,02%, ou apenas R$ 0,05.

O trabalhador do Recife, que recebeu um salário mínimo líquido (descontado a contribuição previdenciária) do mês de março de 2014, comprometeu 42,05% da sua renda, restando 57,95% para serem gastos com os demais itens, como moradia, educação, transporte, saúde, entre outros.

Em março de 2013, a cesta básica custava R$ 280,01, R$ 0,05 a menos que o registrado no mesmo mês de 2014, e comprometia 44,89% do salário mínimo líquido com este tipo de despesa. O montante gasto na compra da cesta para uma família composta por dois adultos e duas crianças (que consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 840,18, cerca de 1,16 salários mínimos vigentes em março de 2014.

Sobre a jornada de trabalho exigida para o período, o trabalhador do Recife precisou de 85h06m contra 84h40m em fevereiro/14, vinte e seis minutos a mais, para comprtar a cesta básica. Em relação a março de 2013, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica no Recife era de
90h52m, cinco horas e quarenta e seis minutos a menos que o registrado no mês em análise.

Em março, sete dos doze produtos pesquisados registraram aumento em seus preços médios na capital pernambucana, destacando-se o feijão (7,13%), o óleo de soja (5,56%), e a carne (4,61%). A estiagem e as altas temperaturas no Paraná, segundo o Dieese, prejudicaram a oferta de feijão, bem sensível ao calor. Isso ocasionou alta dos preços do grão em várias capitais.

A produção e a qualidade da soja produzida no país também foram prejudicadas pelo calor, contraindo a oferta do insumo básico do óleo. Além disso, a estocagem do grão pelos produtores, visando melhores cotações, também interferiu no valor do insumo. Em relação à carne, a crescente exportação e a estiagem do início do ano tiveram forte impacto no preço no varejo. Desde o fim do ano passado, a região Centro-Sul, a maior produtora de carne, sofre com falta de chuva e altas temperaturas.

As quedas mais visíveis ocorreram nos preços da banana (8,79%) e da manteiga (7,36%). Em termos anuais, observou-se forte elevação no custo médio de cinco dos 12 produtos pesquisados. Os maiores aumentos foram verificados para a banana (30,09%), carne (15,48%) e o pão (14,41%), com pesos relativos na cesta de 11%, 28% e 16% respectivamente. As principais reduções ocorreram no preço médio do feijão (34,03%), do tomate (27,42%), da farinha (11,74%) e do óleo de soja (6,96%).

Outras capitais

Em março, os preços dos gêneros alimentícios essenciais subiram em 16 das 18 capitais onde o Dieese realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores elevações foram apuradas em Campo Grande (12,85%), Goiânia (12,61%), Porto Alegre (12,52%) e Curitiba (12,29%). Manaus e Belo Horizonte apresentaram retrações de -1,25% e -0,41%, respectivamente.

Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 356,17), seguido de São Paulo (R$ 351,46), Florianópolis (R$ 345,63) e Rio de Janeiro (R$ 345,11). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 225,82), João Pessoa (R$ 263,17) e Natal (R$ 271,31).

Para comprar a cesta básica, o valor gasto no período deveria ser R$ 2.992,19, ou seja, 4,13 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em fevereiro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.778,63 ou 3,84 vezes o piso vigente. Em março de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a 2.824,92, ou seja, 4,17 vezes o mínimo em vigor, de R$ 678.



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