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Investigação » Base protocola novo pedido de criação de CPI mista da Petrobras

Agência O Globo

Publicação: 03/04/2014 16:31 Atualização:

Parlamentares da base governista protocolaram nesta quinta-feira (3) pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para se contrapor ao requerimento da oposição, que investigaria denúncias de irregularidades na Petrobras. Os aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso querem ampliar o foco de investigações para o cartel de trens em São Paulo e as obras no Porto do Suape, em Pernambuco. São Paulo é governado pelo PSDB, partido do adversário de Dilma senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Pernambuco é governado por Eduardo Campos (PSB-PE).

Com isso, passam a ser quatro os pedidos oficiais de CPIs no Congresso, resultado de uma guerra de requerimentos que começou quando a oposição iniciou um movimento para investigar denúncias na Petrobras. A tática governista, de apresentar novos pedidos de CPI para ampliar o foco das investigações pode, na prática, inviabilizar qualquer apuração. Nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu delegar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa a decisão sobre o andamento das CPIs. Ainda na tarde desta quinta-feira deverá ser anunciada a data em que a CCJ irá deliberar sobre o caso.

No ato em que foi protocolado o novo requerimento, estavam presentes os líderes do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE), e na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), além do líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP). Pimentel discursou em plenário afirmando que a ampliação do foco das investigações se deve ao fato de que a presidente Dilma quer a apuração de todas as irregularidades "discutidas no Brasil". Tanto este pedido de CPI, quanto o que foi apresentado ontem pela oposição, serão lidos em sessão do Congresso no dia 15 de abril.

"Fazemos isso por deixar claro para a sociedade brasileira e para as instituições que o governo federal, em especial a presidente Dilma Rousseff, quer a apuração de toda e qualquer irregularidade discutida no Brasil. Nossa presidente tem tido o cuidado de, todas as vezes que tem indícios de corrupção, tomar as medidas necessárias para que sejam apuradas", defendeu Pimentel.

De acordo com o senador, o requerimento para essa CPI conta com as assinaturas de 32 senadores e 219 deputados, um número inferior ao pedido que a oposição protocolou nesta quarta-feira. Pimentel ironizou que o PT teria coletado menos assinaturas para "respeitar" as minorias. O senador defendeu que tanto a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, quanto as obras da refinaria Abreu e Lima já teriam sido investigadas em CPI em 2010, também ano eleitoral e que os órgãos de controle e investigação estão tomando providências, mas que a oposição tenta uma nova CPI "por não acreditar nessas instituições".

Pimentel acusou o governo de tucano em São Paulo de impedir investigações no estado sobre o cartel de trens e disse que o PSDB trabalha há 20 anos para impedir essas apurações.

"O PT tentou instalar uma CPI em São Paulo, mas o PSDB impediu a instalação da CPI do sistema de transportes. Eles têm medo de investigação, é o caso concreto do governo do estado de São Paulo, que há 20 anos não deixa instalar nenhuma CPI. É por isso que a base aliada na Câmara e no Senado está apresentando esse pedido de CPI mista, para que possamos ter o mesmo tratamento, seriedade e transparência com que a presidente Dilma e a base têm conduzido os processos aqui no Congresso", pontuou o líder.

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