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Sem acordo » Vigilantes devem decretar greve na próxima segunda-feira

Augusto Freitas

Publicação: 03/04/2014 11:54 Atualização: 03/04/2014 17:59

Uma assembleia realizada na noite de ontem (2) na sede do Sindicato dos Empregados em Empresa de Vigilância no Estado de Pernambuco (Sindesv-PE) decidiu pela decretação do indicativo de greve pelos vigilantes do estado. A medida foi tomada após a categoria não aceitar a contraproposta de aumento salarial de 7,5% feita pelo sindicato patronal. Desta forma, a paralisação oficial deve ocorrer, possivelmente, a partir da próxima segunda-feira (7) com o risco de comprometer o abastecimento de dinheiro nos caixas-eletrônicos.
 
Segundo o Sindesv-PE, o movimento reinvindica um reajuste de 20% no salário, aumento do valor do tíquete-alimentação (de R$ 13 para R$ 20 por dia trabalhado), participação nos lucros das empresas e redução na jornada de trabalho de 191 horas para 176 horas mensais. Além disso, os vigilantes desejam a mudança no plano de saúde e equiparação salarial das funções de fiel, escoteiro e motorista. Outra reivindicação é que os patrões não descontem no contracheque o último dia 28 de março, quando houve o protesto de advertência.

Na manhã desta quinta-feira (3), o presidente do Sindesv-PE, Cassiano Souza, explicou que para a greve ser decretada oficialmente é necessário que o edital de convocação e comunicação do movimento seja publicado, respeitando o que determina a Lei de Greve. “Após a publicação do edital de comunicação, a greve pode ser decretada no prazo de 72 horas, como determina a legislação trabalhista. O documento deve ser publicado amanhã (4) e somente na segunda-feira (8) a paralisação será deflagrada”, afirmou Souza.

De acordo com o sindicato que representa a classe dos trabalhadores, entre 1,2 mil e 1,5 mil vigilantes empregados nas empresas de segurança privada de valores Brink's, Corpvs, Preserve e Prosegur estão fazendo parte do movimento pela melhoria nas condições de trabalho e campanha salarial com o reajuste proposto. O Sindesv-PE também defende a manutenção da convenção coletiva de 2013.
 
“Estamos respeitando o que determina a lei trabalhista para não sermos penalizados mais do que já somos com uma possível decretação de ilegalidade do movimento pelo Tribunal Regional do Trabalho”, explicou Souza. Atualmente, de acordo com ele, a categoria dos vigilantes possui três pisos salariais, sendo o menor de R$ 1.189 e o maior é R$ 1.795. “São valores baixos para funções que envolvem o perigo", defendeu.

Na última sexta-feira (28), 90% dos trabalhadores da categoria fizeram uma paralisação de advertência e houve desabastecimento dos caixas eletrônicos bancários no domingo e na segunda (31), no início da manhã, conforme informou o Sindesv-PE. Ontem e hoje, garantiu o órgão, o movimento nos terminais de saque está normalizado e todos os profissionais estão respeitando a escala de trabalho. "Se houver greve, os bancos ficarão sem dinheiro nos caixas", advertiu Souza.

A reportagem do Diario entrou em contato o Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Pernambuco (Sesvipe) para se posicionar sobre a possível greve. Emanuel Correia, advogado responsável pelo departamento jurídico do órgão que responde pela classe patronal, informou que todos esforços têm sido feitos para evitar a paralisação dos vigilantes.

Segundo ele, várias propostas já foram levadas aos trabalhadores, mas o impasse continua, entre outras razões, por conta do percentual de reajuste. "Foi proposta uma correção de salário inicial pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que não foi aceita. O objetivo é evitar a paralisação", explicou.

Correia também destacou que caso a greve aconteça as empresas já têm um plano de contigência para evitar problemas de abastecimento, já que o início do mês é um período de pagamento de aposentados e outros benefícios. "Se for o caso, o TRT vai determinar o quantitativo de profissionais para atender as agências", completou.

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