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Mercados » Bolsa avança 7,05% em março Com recursos externos e queda da aprovação de Dilma, o Ibovespa tem o melhor desempenho em dois anos

Correio Braziliense

Publicação: 01/04/2014 10:14 Atualização:

Duas semanas seguidas de alta levaram a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) a ter em março o primeiro ganho mensal desde outubro do ano passado e o melhor desempenho desde janeiro de 2012. O Ibovespa, indicador das ações mais negociadas, avançou 7,05% no mês, superando, com folga, a maioria das aplicações financeiras. Apenas na sessão de ontem o índice subiu 1,30%, alcançando 50.114 pontos.

Com esse resultado, a bolsa deixou para trás investimentos como os fundos de renda fixa, que tiveram ganho nominal de 0,91% em março e de2,74% no ano, segundo estimativa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima). Também ultrapassou de longe o rendimento da poupança (0,53% no mês passado e 1,70% no trimestre). Os piores desempenhos foram os do ouro (queda de 5,76% em março e alta de 1,74% em 2014) e do dólar (3,22% e 3,74%, respectivamente)

 “Tínhamos nos 50 mil pontos uma linha de resistência forte. Mas o mercado já abriu em alta e segurou o índice. A elevação também está casada com a entrada de investimento estrangeiro”, disse o analista Fábio Gonçalves, da Banrisul Corretora. No ano, o Ibovespa ainda acumula perda de 2,12%.

A valorização da bolsa paulista na última sessão do mês acompanhou a alta do mercado norte-americano, impulsionada após a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) defender a manutenção da política monetária expansionista da instituição. Ao longo de março, no entanto, foi a expectativa sobre os resultados da eleição presidencial de outubro o tema central que esteve no radar do mercado.

No último dia 27, o Ibovespa chegou a subir 3,5% após pesquisa CNI/Ibope apontar queda na aprovação do governo Dilma Rousseff. A expectativa de mudança política alimentou a esperança de correções na gestão de empresas estatais, que chegaram a ter suas ações negociadas abaixo do valor patrimonial, arrastando o mercado para os níveis mais baixos em muitos anos. Em 14 de março, o Ibovespa atingiu a menor pontuação desde abril de 2009.

Os preços reduzidos dos papéis, em contrapartida, encorajaram uma onda de compras de ações, com destaque para a movimentação de investidores estrangeiros, que colocaram R$ 2,2 bilhões na Bovespa em março, até a última quinta-feira. Especialistas, contudo, não esperam nova disparada das cotações neste mês, uma vez que nada mudou nos fundamentos da economia brasileira.

Câmbio
A entrada de recursos externos nas últimas semanas  refletiu também no mercado de câmbio, porém, com efeito contrário. Embora tenha avançado ontem 0,44% ante o real, o dólar acumulou no mês uma queda de 3,22%, fechando a R$ 2, 269 para venda. Foi o maior tombo desde setembro de 2013. No trimestre, a baixa somou 3,74%.

Analistas avaliam que o Banco Central estaria preocupado com a consequência do enfraquecimento da moeda norte-americana sobre as exportações. Essa seria a razão de o BC não ter rolado integralmente os contratos de swap cambial (operações equivalentes à venda futura de dólares) que vencem segunda-feira (31). Desde o início do programa de intervenções diárias no mercado, em agosto do ano passado, isso só aconteceu em novembro, quando a divisa era negociada abaixo de R$ 2,20. “Está claro que o BC não quer que o real se valorize demais, pois a ideia dos swaps era evitar que o ele perdesse muita força”, afirmou o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

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