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Resgate econômico » Pesqueira promove feira de negócios nos polos moveleiro e de renda

Augusto Freitas

Publicação: 28/03/2014 10:43 Atualização: 28/03/2014 10:51

Polo moveleiro tem sido um dos vetores de desenvolvimento econômico de Pesqueira, no Agreste (Henrique Cavalcanti/Divulgação)
Polo moveleiro tem sido um dos vetores de desenvolvimento econômico de Pesqueira, no Agreste
Conhecida como “Terra do Doce e da Renda”, a cidade de Pesqueira, no Agreste, quer retomar o destaque econômico de outrora em Pernambuco, que sucumbiu com fechamento de tradicionais fábricas de doce, na década de 90. Para isso, aposta no fortalecimento do setor de renda renascença e no emergente e promissor polo moveleiro, cujo crescimento tem sido um dos vetores da tímida, mas visível, recuperação econômica do município.

Um novo capítulo desta retomada da fase áurea vai acontecer entre os dias 3 e 5 de abril, com a primeira edição da Feira Regional de Negócios Movelaria e Renascença (Fenepe). O evento, idealizado e realizado pela Associação Comercial e Empresarial de Pesqueira (Acep), vai reunir fabricantes dos dois segmentos, renda e móveis, com a proposta de divulgar as potencialidades econômicas de Pesqueira e municípios vizinhos, como Alagoinha, Poção, Sanharó e Tacaimbó.

A feira, inserida no Projeto Melhoria de Competitividade Industrial, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco (Sebrae-PE), vai reunir cerca de 30 expositores de movelaria e 40 de renascença, distribuídos em aproximadamente 120 estandes. O evento recebeu um investimento de R$ 200 mil e vai ocorrer no Centro de Artesanato de Pesqueira, local que recebeu a última edição da antiga “Feira do Doce e da Renda”, realizada na década passada.

Henrique Cavalcanti, diretor-secretário da Acep e gestor de planejamento da Prefeitura Municipal de Pesqueira, explicou que uma das propostas da Fenepe é resgatar a importância econômica da cidade e região. “Ao contrário de outras feiras, a Fenepe tem o intuito de ser econômica, não visa exclusivamente a quantidade de visitantes, e sim quantos negócios serão gerados a partir dela”, pontuou. “O mercado moveleiro está crescendo e o setor de renascença se fortalecendo. A feira será uma boa oportunidade para geração de negócios posteriores.”

Segundo a Acep, as vendas de produtos poderão ocorrer durante os três dias de exposições. Quem for ao Centro de Artesanato vai encontrar peças variadas de renascença, com valores entre R$ 5 e R$ 4 mil (vestidos de noiva). No segmento moveleiro, que gera apenas R$ 3 milhões mensais no município, os preços das mercadorias vão variar entre R$ 300 e R$ 6 mil. Atualmente, Pesqueira reúne cerca de 30 fabricantes de móveis (entre pequenas e grandes fábricas) e 80 produtores de renda renascença, além de aproximadamente 400 rendeiras avulsas e vinculadas a cooperativas.

O diretor de articulação institucional da Acep, Flávio Eduardo Maciel, destacou que a Fenepe também tem o objetivo de atrair os empreendedores para um conceito mais requintado de renascença, do ponto de vista da moda. “Queremos mostrar que a renascença está sendo cada vez mais usada na moda, fugindo do tradicional uso em artigos domésticos, como cama, mesa e banho. Trata-se de um importante segmento gerador de emprego e renda que merece atenção e fortalecimento”, disse Maciel. A Fenepe conta com o apoio da Prefeitura de Pesqueira, AD Diper, Sebrae-PE e governo do estado.  
Arte viva

Além da exposição de móveis e renda renascença no Centro de Artesanato, um evento paralelo vinculado à Fenepe vai ocorrer no salão de eventos do Hotel Estação Cruzeiro, próximo ao local de exposições. De olho no forte mercado da renascença, a Acep também resolveu apostar no Desfile Agreste Renascença Moda e Música. A ideia é simples: mostrar aos visitantes as opções de aplicação do produto em roupas e as novidades do mercado, nos modelos profissionais e artistas que se apresentarão durante a feira.

Não espere encontrar a tradicional passarela cercada de cadeiras destinadas aos apreciadores da moda. A organização da Fenepe adotou a arte viva no desfile. Traduzindo, os modelos vão circular entre os visitantes, que poderão conferir cada detalhe das cerca de 50 peças que serão exibidas. Gostando de alguma, obviamente, o interessado poderá negociar diretamente com o fabricante e levar para casa o artigo.

“É uma forma de interagir com o público, que acaba tendo um contato mais próximo com as roupas produzidas e a riqueza de detalhes. Bancamos a ideia e vamos vestir, inclusive, os artistas que participarão da Fenepe, como Irah Caldeira e Almir Rouche”, reforçou Flávio Eduardo. Para assistir ao desfile os interessados pagarão um valor de R$ 60 referente a uma mesa, onde também poderão curtir a programação cultural da feira. 

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