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Vigilância Sanitária » Fiscalização encontra baratas e alimentos estragados no Extrabom de Casa Amarela

Publicação: 27/03/2014 07:55 Atualização: 27/03/2014 11:39

Foto: Augusto Freitas/DP/D.A Press (Augusto Freitas/DP/D.A Press)
Foto: Augusto Freitas/DP/D.A Press
Fiscais da Vigilância Sanitária do Recife, Procon de Pernambuco, Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-PE) e Delegacia do Consumidor realizam, nesta quinta-feira, uma blitz no supermercado Extrabom da Rua Padre Lemos, no bairro de Casa Amarela. Nas primeiras horas de atividade já foram encontradas irregularidades como baratas nas gôndolas, alimentos estragados e com embalagens abertas. Por conta das irregularidades, o estabelecimento foi interditado por dois dias.

O aumento no número de reclamações pelos consumidores contra os supermercados do Grande Recife e a inevitável repercussão negativa das falhas nas redes sociais levaram os órgãos de defesa do consumidor a aumentar a frequência de fiscalizações. Ontem foi realizada mais uma interdição em uma grande rede por irregularidades sanitárias. Um sinal de que as queixas dos usuários estão levando a ações efetivas contra as redes varejistas. “As denúncias feitas por consumidores nas redes sociais têm sido um fator determinante para elevar a fiscalização”, pontuou José Rangel, coordenador geral do Procon-PE.
Foto: Jo Calazans/Esp. DP/D.A Press
Foto: Jo Calazans/Esp. DP/D.A Press

Na manhã desta quarta-feira, fiscais da Vigilância Sanitária do Recife vistoriaram o supermercado Carrefour, na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, dando sequência a uma série de operações de fiscalização nas redes varejistas. O resultado foi desastroso: cerca de 200 quilos de alimentos impróprios para o consumo confiscados pelo órgão e uma interdição por três dias até que os problemas sejam sanados.

A operação flagrou alimentos estragados, com prazos de validade expirados, produtos revalidados (novas datas sobre rótulos antigos) e equipamentos de refrigeração em desacordo com as normas, além de temperaturas impróprias para a conservação.

O flagrante nos frios e laticínios do Carrefour apontou produtos com coloração fora do padrão de consumo em carnes de boi e frango, salsichas, bacalhau, peixes e crustáceos. “A temperatura e o estado dos alimentos perecíveis provaram a falta de cuidados na conservação. É provável que eles desligavam as máquinas de refrigeração à noite”, explicou Geise Belo, chefe de controle de alimentos da Vigilância Sanitária.

O Carrefour se posicionou através de nota, informando que “atendeu prontamente às recomendações da fiscalização para a unidade Domingos Ferreira” e que “no período estabelecido tomará todas as providências necessárias para garantir o cumprimento estrito de procedimentos de segurança alimentar que fazem parte do padrão de qualidade da companhia”.
No Facebook, a fanpage do Diario com a interdição do Carrefour superou mil compartilhamentos e registrou mais de 350 comentários .

Operação

Em sete dias, este foi o terceiro supermercado interditado pelos órgãos de defesa do consumidor: Extra, da Avenida João de Barros (cinco dias de interdição) e Pão de Açúcar da Avenida Rosa e Silva (interdição no setor de refeições), ambos no Espinheiro, também foram autuados na semana passada durante a mesma operação de fiscalização.

No Recife, segundo o Procon, 72 supermercados foram fiscalizados desde o início do ano, 14 em janeiro, 33 em fevereiro e 25 em março. Mas apenas três – Extra, Pão de Açúcar e Carrefour–, poderão ser multados entre R$ 40 mil e R$ 2 milhões. O órgão, no entanto, não soube informar o número exato de queixas contra os supermercados. O Procon informou que na próxima semana outros supermercados serão vistoriados.

Em Jaboatão dos Guararapes, 43 pontos comerciais receberam vistoria este ano. Desses, 14 supermercados foram investigados (três com interdição total e 11 parcial) e 20 autuados com multas de até R$ 50 mil. “É um crime de atentado contra a saúde pública e o consumidor”, disse Maviael Souza, da Promotoria de Justiça da Cidadania do Recife.

Saiba mais

O artigo 18 do CDC, parágrafo 6º, define como impróprios para uso e consumo produtos:

1. Com prazos de validade vencidos (nas prateleiras das lojas, os produtos embalados em data mais próxima do vencimento ficam, geralmente, à frente de outros com maiores prazos, que devem ser os escolhidos);

2. Deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos, ou em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;

3. Que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinem.

Se você notar que o alimento adquirido estiver estragado ou com a validade vencida:

1. Procure o estabelecimento em que foi feita a compra;

2. Apresente a nota fiscal ou tíquete e exija a troca ou peça seu dinheiro de volta;

3. denuncie o que aconteceu a um órgão de fiscalização de alimentos. O fornecedor será punido se sabia do defeito do produto e o vendeu assim mesmo;

4. Se o fornecedor não quiser trocar o produto, envie uma reclamação por escrito ao estabelecimento em que o adquiriu;

5. Procure o órgão de defesa do consumidor mais próximo

É crime vender ou expor à venda produto impróprio para o consumo (Lei nº 8078/90).

O artigo 26 fixa prazo de 30 dias para reclamações referentes a produtos não duráveis, como os alimentos.

Quando ocorrerem intoxicação alimentar, ferimentos ocasionados por embalagens ou outros danos físicos, você terá direito à indenização.

Ao formalizar sua reclamação, apresente, sempre que possível, um laudo médico atestando sua ocorrência, além de comprovantes dos gastos médicos.

Fonte: Associação Proteste

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Rachel Cavalcanti de Araújo
No Bompreço de boa viagem próximo a pracinha, vemos baratas também junto as gôndolas dos caixas, sem falar da sujeira. | Denuncie |

Autor: Sérgio Andrade da Silva
Acredito que precisem fiscalizar também os supermercados da rede Bompreço. eu inclusive já reclamei na própria central do Walmart do Bompreço dos Aflitos proximo ao ETC, mas até hoje nada foi feito. Principalmente na parte de frios do local. | Denuncie |

Autor: Oscar Silva
Essa conduta criminosa dos comerciantes não é nenhuma surpresa. Eles apenas copiam a bandalheira generalizada reinante neste pseudo país, comandada pelos políticos asquerosos e gestores(?) públicos, preocupados exclusivamente em roubar o mais que puderem. Enquanto isso, a população abestalhada só se | Denuncie |

Autor: Francisco de Assis Ferreira da Silva
Muito importante essa atitude dos órgãos fiscalizadores. Gostaria de sugerir que fosse realizada fiscalização nos supermercados do bairro de afogados. Outra necessidade é a venda de gás de cozinha com quantidade a menor. Tomem uma providência o cidadão não suporte mais comprar gás o botijão c/ água. | Denuncie |

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