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BC » Taxa média de juros cobrada das famílias sobe para 27,2% ao ano

Agência Brasil

Publicação: 26/03/2014 18:12 Atualização:

O crédito propulsor do crescimento econômico nos últimos anos cresceu levemente em fevereiro. O volume geral subiu 0,6% no mês passado e ficou em R$ 2,733 trilhões, informou nesta quarta-feira (26) o Banco Central. E quem foi ao banco no mês passado para pegar um empréstimo pagou mais caro por isso. Na esteira da alta dos juros promovida pelo Banco Central, a taxa média cobrada das famílias subiu 0,4 ponto percentual para 27,2% ao ano: a mais elevada desde maio de 2012.

Segundo o BC, mesmo com a inadimplência estável no menor patamar da história em 4,3%, as instituições financeiras aumentaram o chamado spread bancário (diferença entre o custo do dinheiro para o banco e o quanto ele cobra do cliente na hora de emprestar). O spread exigido da pessoa física saltou de 17,3 ponto percentual para 18 ponto percentual. Essa é a média do que os bancos cobram a mais. É aí que estão os lucros das instituições.

O BC informou que os juros do cheque especial subiram 2,6 ponto percentual e chegaram a 156,6% ao ano: os mais elevados desde julho de 2012. Já o crédito pessoal ficou 0,9 ponto percentual mais caro, atingindo uma taxa de 43,9% ao ano. Mesmo assim, as concessões de novos empréstimos subiram 1,8% no mês passado. Foram concedidos R$ 295,9 bilhões em novas operações.

Considerando apenas os empréstimos concedidos às pessoas físicas com recursos livres, a inadimplência recuou de 6,6% para 6,5% entre janeiro e fevereiro. Essa percentual é o mais baixo desde abril de 2011

O brasileiro pisou no freio na hora de tirar o cartão de crédito do bolso para gastar. Em fevereiro, gastou R$ 110,5 bilhões: 6% a menos que no mês anterior. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, a explicação é que a renda extra de fim de ano por causa do pagamento do décimo terceiro acabou com os gastos no Natal, Revellion e férias.

No entanto, os correntistas recorreram mais ao crédito rotativo do cartão. No mês passado, as dívidas na modalidade de empréstimos mais cara do país (com juros de mais de 200% ao ano) chegaram a R$ 27,8 bilhões. Isso representa um crescimento de 6,4%.

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