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Aviação civil » Gol tem prejuízo líquido de R$ 19,3 milhões no 4º trimestre

Agência O Globo

Publicação: 26/03/2014 18:11 Atualização:

A Gol registrou o oitavo mês seguido de perdas, fechando os últimos dois anos com prejuízo acumulado de R$ 2,2 bilhões. Em 2013, as perdas foram grandes: somaram R$ 724,6 milhões, mas representam a metade do R$ 1,5 bilhão de prejuízo apurado no ano anterior, informou a companhia aérea na noite de terça-feira.

No quarto trimestre, a empresa teve perda de R$ 19,3 milhões, 95,7% abaixo do registrado em igual período de 2012 (R$ 447 milhões) e menor que no terceiro trimestre de 2013.

A melhora no resultado, ainda que ele tenha sido negativo, deveu-se ao aumento da receita e à redução nos custos. A Gol conseguiu transportar mais passageiros de negócios, que têm maior disposição para pagar tarifas mais altas quando as passagens são compradas em cima da hora. Como consequência, ampliou em 18% a receita por passageiro em 2013. Também conseguiu reduzir os custos em 3,5% ante o ano passado.

Pesaram no resultado a alta de 11% do dólar ante o real e o aumento de 6% do combustível, na comparação com 2012. Cerca de 55% dos custos da companhia são atrelados à moeda estrangeira (combustível, manutenção e leasing de aviões), disse o presidente da Gol Paulo Kakinoff, em teleconferência com jornalistas na manhã desta quarta-feira.

Numa tentativa de levar a empresa de volta ao azul, Kakinoff afirmou que o corte nos voos domésticos vai continuar este ano. Desde 2012, quando a Gol começou sua reestruturação, a empresa já reduzir em 12% a oferta de voos domésticos. Este ano, a expectativa era que não houve mais cortes, mas o recente aumento do Querosene de Aviação acima do esperado pela companhia fez o executivo mudar de ideia.

"Vamos fazer uma redução de 1% a 3% na oferta doméstica este ano. Já há uma pressão dos combustíveis maior que a esperada nesse início de ano e nós, da Gol, temos que nos ajustar rapidamente a isso", explicou, frisando que redução desde 2012 não implicou que qualquer destino no Brasil deixasse de ser atendido.

A oferta de voos internacionais, por outro lado, devem crescer, para atingir a meta da empresa de ampliar sua receita em dólar. Desde 2012, houve aumento da oferta em 12% nesse mercado, e a expectativa é de acréscimo de mais 8% em 2014. Kakinoff não quis detalhar quais novos destinos serão atendidos no exterior.

Com esse mix de corte de oferta no Brasil e aumento de oferta no exterior, além da manutenção da disciplina na redução de custos, a empresa espera atingir margem operacional de 3% a 6%.

No que diz respeito à Copa, o executivo afirmou que os preços das passagens para o período dos jogos está dentro da normalidade e que não vai faltar lugar para ninguém no avião. Na tabela de preços da Gol para o período, 39% das passagens estão saindo até R$ 159; 36% dos bilhetes estão com preços entre R$ 159 e R$ 299; 15% estão com valores de R$ 300 até 499 e apenas 5%, de R$ 500 até R$ 899. As passagens acima desse valor respondem por 2% do total.

Segundo Kakinoff, a Gol terá 399 voos extras para a Copa e fará mudanças de horários nos voos regulares, para atender os passageiros que vão para as cidades-sede. No total, serão 945 voos para o período da Copa com origem ou destino nas 12 cidades-sede, o que significa uma oferta de 4,5 milhões de assentos, o equivalentes a 85% da capacidade dos estádios que abrigarão os jogos.

"Se há aumento da oferta, há possibilidade de se manter as tarifas médias. Estamos praticando as mesmas tarifas médias que tínhamos no ano passado no mesmo período, ajustando os preços apenas por conta de inflação e variação cambial", disse Kakinoff.

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