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Analogia » Preço da energia não pode variar como o do tomate, diz Zimmermann

Agência O Globo

Publicação: 19/03/2014 17:12 Atualização:

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, disse nesta quarta-feira (19), na Câmara dos Deputados, que o governo não deseja ter uma elevada flutuação nas tarifas de energia pagas pelos consumidores e justificou os financiamentos feito pelo governo em até cinco anos de aportes feitos no setor elétrico. Na semana passada, o governo anunciou medidas que reúnem R$ 12 bilhões de auxílio às distribuidoras.
"Não podemos transformar (o preço da) energia em tomates, que quando tem seca, sobe. Vimos uma forma de evitar flutuação de preços, através de mecanismos de mercado."

Zimmermann participa de audiência pública realizada em conjunto pelas comissões de Minas e Energia; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para debater os riscos de desabastecimento no setor elétrico.

"Este ano tem os reajustes normais de tarifas, agora esse excepcional que foi por culpa da seca, ele tinha um trunfo na mão e por isso ele foi jogado, com um ano de prazo de carência, para o ano que vem", destacou Zimmermann.

Em maio de 2001, ano do racionamento, o então presidente do Banco Central, Arminio Fraga, também fez uma comparação entre energia e hortifrutigranjeiros, ao avaliar qual seria o efeito na inflação. "É uma subida temporária, assim como sobe o preço do chuchu quando ele falta na feira", exemplificou Arminio.

Segundo Zimmermann, a falta de chuvas no início do ano fez, de fato, o governo ligar um “sinal amarelo” para a situação dos reservatórios de hidrelétricas. Desde janeiro, disse ele, todas as térmicas estão ligadas e o ministério de Minas e Energia tem mantido reuniões frequentes com meteorologistas ligados ao ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, para traçar cenários de chuvas à frente.

"Acendeu o sinal amarelo, você está despachando todas as térmicas, mas salvo ocorrer aquela situação pior do que o histórico (de chuvas), o sistema está estruturado", destacou, lembrando que a estação de chuvas acaba em abril.

O secretário informou, em entrevista a jornalistas após a audiência, que o governo deverá divulgar ainda nesta semana as diretrizes do leilão de energia disponível previsto para 28 de abril. Zimmermann previu, ainda, que o governo promoverá no primeiro semestre deste ano ainda um leilão de energia solar e outro com energia gerada a partir do gás produzido pelo lixo.

Ele negou na Câmara que a prorrogação do impacto dos custos extraordinários no setor elétrico nas tarifas vá promover uma “explosão tarifária” a partir de 2015, conforme questionamento feito por parlamentares. O secretário-executivo revelou que o governo prevê uma redução de custos de geração de energia em até R$ 5 bilhões por ano a partir de 2015 por conta do vencimento e renovação de contratos de hidrelétricas que estão vencendo. "A diferença daquele preço que a empresa vendia pelos próximos 30 anos é algo como R$ 4 bilhões, R$ 5 bilhões por ano."

A audiência pública durou quatro horas e foi interrompida após um acirramento das perguntas feitas por deputados do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e Mendonça Filho (PE). Maia questionou Zimmermann para que o governo informasse claramente o impacto previsto das medidas recém-anunciadas nas tarifas, assim como a presidente Dilma Rousseff anunciou, em cadeia nacional de rádio e TV, a redução de 20% das tarifas em 2012. Depois de um debate mais acalorado, o presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Geraldo Thadeu (PSD-MG) encerrou a sessão.

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