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Alimentos estragados » Vigilância Sanitária interdita Supermercado Extra, na Avenida João de Barros, após fiscalização

Augusto Freitas

Publicação: 19/03/2014 12:35 Atualização: 19/03/2014 14:35

Agentes da Delegacia do Consumidor participaram de operação que interdiou o supermercado Extra, na Avenida João de Barros (Augusto Freitas/DP/D.A Press)
Agentes da Delegacia do Consumidor participaram de operação que interdiou o supermercado Extra, na Avenida João de Barros
Um dos supermercados mais movimentados da Zona Norte do Recife, o Extra, localizado na Avenida João de Barros, no Espinheiro, foi interditado, na manhã desta quarta-feira (19), após uma operação de fiscalização realizada pela Delegacia do Consumidor em parceria com a Vigilância Sanitária, Procon-PE e Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Os motivos da interdição foram várias irregularidades constatadas em três setores do estabelecimento: frios, padaria e carnes. A interdição do local, inicialmente, é de cinco dias, segundo o Procon-PE.

A operação começou por volta das 7h, quando os representantes dos órgãos envolvidos na ação chegaram ao supermercado e informaram à gerência sobre novas denúncias de consumidores de que o local estaria cometendo irregularidades na armazenagem e venda de alimentos. Às 8h, o estabelecimento foi fechado pelas autoridades e as análises preliminares flagraram graves indícios do que já havia sido denunciado: grande quantidade de carne bovina e de frango estragada e imprópria para o consumo, parte dela com bactérias visíveis e coloração alterada.

Além das carnes em desacordo com a legislação sanitária, o setor de frios também apresentou falhas, como equipamentos parcialmente desligados, o que causava a má conservação de queijos, presuntos e bacalhau, por exemplo. No local destinado à padaria, os agentes encontraram mais problemas: bolos com prazos de validade vencidos e vários materias para o preparo de pães, como farinha de trigo e fermento, apresentando a mesma ocorrência. Algumas embalagens, inclusive, apresentaram a validade vencida desde o mês de fevereiro.

“Há indícios de que o supermercado desligava alguns equipamentos de congelamento e refrigeração de alimentos durante a noite, o que pode ter estragado os alimentos que foram encontrados e eram destinados à venda. A justificativa da gerência foi de que o funcionário que era encarregado da operação dessas máquinas pediu demissão e não havia ainda um substituto. Também constatamos uma suposta revalidação dos prazos de validade de vários produtos, o que é proibido por lei”, explicou AdeilsaFerraz, gerente de fiscalização da Vigilância Sanitária do Recife.

Segundo ela, cerca de 200 quilos de alimentos estragados foram encontrados durante a fiscalização. Parte deles foram levados para análises mais detalhadas na Vigilância Sanitária. Adeilsa também destacou que o Extra foi autuado, mediante Termo de Constatação, e pode ser penalizado com duas multas: uma imposta pela Vigilância Sanitária, que pode variar de R$ 40 a R$ 400 mil, mediante processo administrativo sanitário, e outra outorgada pelo Procon-PE, cujo valor pode ser arbitrado entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões. “Voltaremos após o prazo inicial de cinco dias para reavaliar o estabelecimento quanto à higienização e refrigeração dos locais destinados à armazenagem de alimentos. O crime é inafiançável, conforme a Lei 8.078/90”, pontuou Cícero Bezerra, fiscal do Procon-PE.

Averiguação e resposta

Dois funcionários dos setores alvo de fiscalização do estabelecimento foram conduzidos à Delegacia do Consumidor para prestar esclarecimentos sobre as iregularidades. O Procon-PE informou, ainda, que o Extra tem 15 dias, contados a partir de hoje, para apresentar uma defesa e corrigir as falhas detectadas pelos agentes fiscais. Procurado pela reportagem do Diario, o supermercado se proncunciou, através de uma nota oficial divulgada pela assessoria de comunicação.

Segundo o documento, “o Extra pauta suas ações no respeito às leis vigentes e possui rigoroso procedimento para garantir a qualidade dos produtos comercializados em suas lojas, com um departamento exclusivamente voltado para segurança alimentar. O fato apontado é pontual e fora do padrão operacional exigido pela rede. Todos os pontos levantados pelos órgãos competentes já estão sendo corrigidos e a gerência da loja aguarda autorização para reabertura da unidade”.   

De acordo com a Delegacia do Consumidor, o balanço total da operação será divulgado apenas na manhã desta quinta-feira (20). O órgão informou, ainda, que a operação atendeu também a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que já vinha monitorando o supermercado desde o ano passado. No entanto, não é a primeira vez que o Extra da Avenida João de Barros é alvo de fiscalização. Segundo Adeilsa Ferraz, esta é a segunda vez este ano que o estabelecimento passa por uma operação desse porte. Em 2013, uma outra operação já havia constatado irregularidades na padaria do supermercado.

Cícero Ferraz ressaltou, ainda, a necessidade de a população informar às autoridades de fiscalização sobre quaisquer irregularidades constatadas em estabelecimentos varejistas, principalmente no que diz respeito à alimentação. “O consumidor deve prestar muita atenção aos produtos que consome e conferir sempre a aparência das embalagens, coloração dos alimentos e prazos de validade informados nos rótulos”, completou.

  

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