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Política monetária » Inflação mais perto do teto

Correio Braziliense

Publicação: 18/03/2014 08:52 Atualização:

Apesar das oito elevações consecutivas nos juros básicos (Selic), desde abril de 2013, a inflação nem tão cedo deverá dar sossego ao brasileiro. Pelo contrário. Nas contas do grupo de cinco instituições financeiras que mais acertam as projeções econômicas, chamado de Top 5, o custo de vida deverá fechar o ano em 6,43% — o teto da meta determinada pelo governo é de 6,5%. Há quatro semanas, as apostas desses bancos e dessas corretoras, ouvidos semanalmente pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus, eram de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançaria 6,01% até dezembro.

O conjunto de apostas de 100 instituições financeiras ouvidas no mesmo levantamento da autoridade monetária também mostrou mais pessimismo na projeção da inflação. A mediana das previsões apontou que o IPCA, hoje em torno de 5,6% no acumulado de 12 meses, deve chegar a 6,11% no fim ano.

A piora nas previsões tem justificativa nas ações do governo. Desde que assumiu o Executivo, a presidente Dilma Rousseff fez da taxa de juros baixa uma bandeira política, e o BC passou a reduzir a Selic a partir de agosto de 2011. “Em determinados momentos, mesmo que o BC suba a taxa de juros para 15%, ele não vai conseguir evitar o encarecimento de itens específicos, como o tomate. Mas o que ele consegue minimizar é que o custo mais alto do tomate pressione os preços cobrados pelo tintureiro, pelo eletricista etc.”, disse o economista sênior do BES Investimento, Flávio Serrano.

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