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Conjuntura » Importação de gasolina dobra

Correio Braziliense

Publicação: 18/03/2014 08:54 Atualização:

As importações de combustíveis vão continuar provocando estragos na balança comercial e rombos no caixa da Petrobras em 2014. Projeções oficiais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e estimativas de bastidores da estatal confirmaram ontem essa tendência. Segundo uma fonte do setor, apenas as compras externas de gasolina deverão quase dobrar este ano para responder ao crescimento do mercado doméstico.

Os volumes importados deverão atingir a média de 60 mil barris diários, ante os 32 mil de 2013. As importações de diesel, por sua vez, deverão recuar a 160 mil barris médios, contra 174 mil do ano passado, graças ao início da produção da Refinaria do Nordeste (Rnest), em novembro. A primeira etapa da unidade pernambucana terá capacidade para refinar 115 mil barris de petróleo.

A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, confirmou que o deficit da balança comercial de combustíveis vai mesmo aumentar este ano. A diferença entre exportações e importações deverá, segundo seus cálculos, chegar a US$ 9 bilhões no caso do diesel e a US$ 2,5 bilhões, no da gasolina. Essa avaliação considera apenas a alta de 4% da demanda de derivados de petróleo em 2014, prevista pela agência reguladora na semana passada.

O Brasil registrou em 2013 o pior resultado no comércio exterior em 13 anos, com a redução de quase 90% do superavit em relação a 2012, em virtude da queda das exportações e do aumento das importações, sobretudo de combustíveis. O saldo positivo anual ficou em apenas US$ 2,56 bilhões. Para piorar, os preços internacionais da gasolina e do diesel não têm sido repassados às tabelas dos postos, provocando elevadas perdas ao caixa da Petrobras.

Etanol

Além dos abalos na maior empresa do país e na chamada conta petróleo, os desequilíbrios financeiros da gasolina também estão produzindo prejuízos na indústria nacional de etanol. Os empresários do segmento vêm pedindo o retorno da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o combustível fóssil, como forma de tornar o álcool competitivo novamente. Mas o governo já descartou essa hipótese, preocupado com os efeitos inflacionários de um reajuste nas bombas.

“Elevar a Cide para a gasolina, sob o argumento ambiental, não me parece no momento uma solução que será adotada no curto prazo, considerando que a inflação ainda é muito alta”, afirmou o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles. O tributo que incidia sobre a gasolina foi gradativamente reduzido, a partir de 2007, até ser zerado, em 2012, como forma de impedir que reajustes concedidos à Petrobras chegassem ao bolso do consumidor. Cada centavo de alta na contribuição representaria 1 centavo a mais no custo da gasolina.

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