• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Fazenda » Guido Mantega: um ministro forjado na crise

Estado de Minas

Publicação: 16/03/2014 10:09 Atualização:

Em outubro de 2008, no clímax da crise global, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, chamaram os outros integrantes do G-20 para uma reunião em São Paulo. Saíram dali as diretrizes para medidas anticíclicas contra a recessão mundial. O Banco Central (BC) brasileiro resistiu, mas acabou iniciando três meses mais tarde um ciclo de redução da Selic, a taxa básica de juros, que durou mais de um ano.

O ministro da Fazenda defendeu também o aumento das reservas internacionais. Tampouco foi fácil convencer o BC de Henrique Meirelles, para quem o custo para mantê-las era alto demais. Mas isso foi feito, proporcionando colchão de liquidez essencial para as turbulências. No segundo mandato de Lula, a política econômica assumiu feições mais intervencionistas, com o aumento de crédito para empresas por instituições públicas, sobretudo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nos embates dentro do governo, o resultado frequentemente fica mais próximo da proposta que Mantega apresenta. Quando foi necessário um corte orçamentário adicional no ano passado, as ministras Miriam Belchior, do Planejamento, e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, queriam algo perto de zero. Mantega defendia R$ 15 bilhões. Conseguiu R$ 10 bilhões. Neste ano, buscava R$ 50 bilhões para o contingenciamento inicial. Ficou com R$ 44 bilhões.

Também venceu uma disputa com a presidente da Petrobras, Graça Foster, amiga de Dilma. Ela defendia atrelar o preço da gasolina ao valor internacional do petróleo. Ele alegou que o impacto na inflação seria excessivo. No ano passado, quando houve pressão velada do PT para que Mantega fosse substituído, Dilma ignorou. Tudo isso não impede que, mesmo no governo, Mantega seja visto às vezes como alguém fraco. Nos corredores do Planalto, alguns o chamam de imperador. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, tem um apelido mais favorável: primeiro-ministro. De fato, o economista gaúcho, escolhido pela própria presidente, decide muito. Nunca à revelia do chefe. (PSP)

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.