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Tecnologia » Uma ideia na cabeça e um protótipo em três dimensões O Portomídia é o primeiro centro de economia criativa do país a investir em uma impressora e um scanner 3D para desenvolver projetos inovadores

Thatiana Pimentel

Publicação: 15/03/2014 17:30 Atualização: 14/03/2014 22:09

A coordenadora de tecnologia Mariana Valença dá as dimensões máximas das peças que podem ser geradas na máquina: 20 centímetros de altura, 20 cm de largura e 15 cm de profundidade. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
A coordenadora de tecnologia Mariana Valença dá as dimensões máximas das peças que podem ser geradas na máquina: 20 centímetros de altura, 20 cm de largura e 15 cm de profundidade. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

O Portomídia acaba de colocar em funcionamento, com exclusividade, uma impressora e um scanner 3D. Os aparelhos, que custaram R$ 164 mil ao Porto Digital, são os primeiros instalados em um centro de economia criativa no Brasil. Com a impressora, é possível prototipar uma ideia em três dimensões, tornando mais fácil a designers e empreendedores visualizar a funcionalidade e viabilidade de seus produtos, assim como encontrar patrocinadores ou sócios. O objetivo da aquisição é incentivar a inovação nas empresas ligadas à economia criativa no estado.

Mariana Valença, coordenadora de tecnologia do Portomídia, explica ainda que o uso vai além do design. “Queremos incentivar a interação entre as diversas áreas da cadeia criativa. Um cineasta pode utilizar a impressora para fazer protótipos de algum personagem do seu filme, um músico pode criar um novo instrumento. Com a criatividade, tudo é possível.” Tudo com dimensões entre 20 centímetros de altura, 20 cm de largura e 15 cm de profundidade, pois este é o tamanho máximo de impressão na máquina.

Ugo Portela, analista de inovação, explica que o funcionamento da impressora é simples. “O desenho que deverá ser impresso precisa ser colocado dentro do software que acompanha a máquina. O próprio programa informa a viabilidade da impressão e o tempo estimado. A ‘tinta’ usada é ABS, uma espécie de polímero semelhante ao plástico comum. Ao iniciar a impressão, a máquina trabalha em camadas desenhando o objeto. Os pontos vazios do desenho são preenchidos por um outro material, que funciona como um suporte e depois pode ser destacado ou derretido. Ao final, o produto surge na cor escolhida, pronto para ser manuseado”, detalha.

Os empresários interessados já podem procurar o Portomídia. Mariana Valença esclarece, porém, que os projetos precisam ser avaliados. “Nossa prioridade é a inovação. Se encontrarmos isso, autorizados o uso da impressora. Em troca, as empresas podem dar cursos ou oferecer estágios. Estamos avaliando esse intercâmbio”, completa.

No vídeo abaixo, Guilherme Queiroga, bolsista responsável pelos testes nas máquinas, explica o uso das ferramentas 3D. Confira:

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