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Correios » Corrida para colocar as entregas em dia

Thatiana Pimentel

Publicação: 14/03/2014 10:14 Atualização:

Acabou a greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A paralisação durou 43 dias e envolveu profissionais de 15 estados. A volta ao trabalho foi determinada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou ilegal a greve deflagrada em 29 de janeiro. Também fixou em R$ 20 mil a multa diária a ser paga pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect) em caso de descumprimento da decisão. Em Pernambuco, 85% dos quase quatro mil funcionários dos Correios aderiram à paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Pernambuco (Sintect-PE).

“A adesão aqui foi uma das maiores do país”, garante Luciano Batista, secretário de imprensa do sindicato. Ele explica que a greve foi iniciada por causa da troca de gestão do plano de saúde da empresa, que antes era administrado internamente e agora está sendo gerido por uma companhia terceirizada, a Postal Saúde. “Sabemos que os preços vão aumentar e isso vai de encontro ao que foi definido durante o acordo coletivo. Só o TST não quis ver”, ressalta Batista.

A direção dos Correios divulgou que a área de distribuição de cartas comuns foi a mais afetada no estado. “Encomendas, malotes e telegramas estão em dia. Após mais de 40 dias de paralisação parcial, está em atraso, em Pernambuco, o equivalente a dez dias de carga postal. Estamos realizando um levantamento para contabilizar os dias necessários para normalizar a distribuição”, informa a empresa em nota. Os Correios adiantam que o plano para garantir as entregas inclui realocação de empregados de outras áreas, horas extras e mutirões aos fins de semana.

Apesar dos transtornos, Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste – Associação de Consumidores, explica que os consumidores que não receberem os boletos de pagamento antes do vencimento devem negociar outra forma de quitar a dívida, com antecedência. “Se a data estiver próxima e o boleto não chegar a tempo, aconselhamos que as pessoas entrem em contato com as empresas credoras, seja por telefone ou e-mail. Ninguém está livre dos prazos por causa da paralisação. Isso não é desculpa.” Mas ela ressalta que se as empresas não disponibilizarem outras formas de pagamento e o consumidor receber a conta com encargos, os valores poderão ser questionados. “Neste caso, é possível recorrer ao Juizado Especial Cível para pedir indenização, para ressarcimento de prejuízo moral ou financeiro”, completa.

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