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Manifestação » Trabalhadores fazem protesto simbólico no Ministério da Fazenda

Agência Brasil

Publicação: 12/03/2014 11:36 Atualização:

Grupo de trabalhadores da Força Sindical transferiu para esta quarta-feira (12), em frente ao Ministério da Fazenda, churrasco de sardinha e abacaxi que havia sido marcado inicialmente para a última terça-feira (11).

O evento foi adiado pela Força Sindical, para coincidir com a reunião que ocorre na manhã desta quarta-feira, também no prédio do Ministério da Fazenda, do ministro Guido Mantega com empresários de grandes grupos que atuam no país.

Esta reunião estava marcada para ontem em São Paulo, mas foi transferida para Brasília sob a alegação de que a representação do Ministério da Fazenda, na capital paulista, não tem espaço de acolher grande número de empresários.

A pauta da reunião, segundo o Ministério da Fazenda, abrange a análise da conjuntura econômica. Um dos tópicos previstos, porém, é a discussão da Medida Provisória (MP) 627. A MP altera a legislação tributária federal do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Outro item previsto para ser discuido na reunião é a revogação do Regime Tributário de Transição (RTT).

Os trabalhadores trouxeram mais de 40 quilos do peixe e 30 abacaxis. Eles dizem que pretendem com a manifestação mostrar indignação com a demora do governo em resolver questões como o fim do Fator Previdenciário, a atualização da tabela do Imposto de Renda e a manutenção da fórmula que corrige o salário-mínimo, prevista para acabar em 2015. Os trabalhadores pedem a prorrogação da metodologia até 2025.

“Enquanto o governo está recebendo os maiores empresários do Brasil lá em cima para comer caviar, nós vamos comer nossa sardinha, aqui em baixo. A política de correção do mínimo não foi ideia do governo, mas uma conquista das centrais de trabalhadores”, disse Carlos Lacerda da Federação de Metalúrgicos.

Ele destacou ainda que as mudança na correção do salário mínimo não prejudicou ninguém como especulava-se na época da adoção. “Foi justamente essa política que mostrou que a adoção da metodologia não quebrou prefeitura, não quebrou ninguém e nem vai quebrar: o que quebra é a corrupção”, disse.
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