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Pesando no bolso » Preço do camarão em Pernambuco está mais alto Alta está relacionada à queda da produção interna do produto e ao favorecimento do câmbio para a exportação

Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

Publicação: 09/03/2014 08:00 Atualização: 07/03/2014 18:18

Quilo do produto 12 gramas está custando cerca de R$ 15. Esta mesma quantidade custava R$ 11 no ano passado e R$ 7, em 2007, segundo dados do Sindicato dos Produtores de Camarão de Pernambuco. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Quilo do produto 12 gramas está custando cerca de R$ 15. Esta mesma quantidade custava R$ 11 no ano passado e R$ 7, em 2007, segundo dados do Sindicato dos Produtores de Camarão de Pernambuco. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
O preço do camarão está em alta em Pernambuco. No mercado, o camarão 12 gramas está custando cerca de R$ 15 o quilo. Esta mesma quantidade custava R$ 11 no ano passado e R$ 7, em 2007, segundo dados do Sindicato dos Produtores de Camarão de Pernambuco. A alta está relacionada a dois fatores: a produção interna do produto teve uma queda e, ao mesmo tempo, o câmbio está favorável à exportação.

“É a lei da oferta e da procura. Com pouco camarão no mercado, o preço sobe. A produção caiu porque as fazendas foram atingidas por uma doença, conhecida como mancha branca, que acabou com diversas fazendas e prejudicou muitas outras. Isso não apenas em Pernambuco mas em todo o Nordeste”, afirmou o presidente do sindicato, Maurício Lacerda.

A mancha branca já fez com que 500 hectares de áreas produtivas fossem destruídos. “Este é o equivalente a metade da produção do estado. Hoje a produção é entre 30 mil e 40 mil toneladas por ano. Antes era o dobro disso”, ressaltou Lacerda. Em Pernambuco são oito produtores que atendem apenas a demanda interna. “Consumimos tudo o que produzimos e ainda precisamos buscar fora. O complemento vem de Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará”, disse.

De acordo com Lacerda, as fazendas que sobreviveram a esta doença estão se modernizando para atender ao mercado externo. “E aqueles que perderam tudo estão buscando outros mercados. Aqui em Pernambuco, por exemplo, as fazendas afetadas foram no Litoral Norte, que está com a especulação imobiliária em alta”, explicou.

Leia mais na edição impressa deste domingo no Diario de Pernambuco

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